Katia 10 anos deitada no cavalo
O cavalo não é um escravo, mas um amigo!
Katia M. de C.
Katia M. de C.
Se aqui passares Cavaleiro
montado no teu Saber
ensina-me qual o primeiro
fundamento do teu ser...
MaríliaNous nous étalons
Nous nous étalonsSur des étalons.
Et nous percherons
Sur des percherons !
C’est nous qui bâtons,
A coup de bâtons,
L’âne des Gottons
Que nous dégottons !…
Mais nous l’estimons
Mieux dans les timons.
Nous nous marions
A vous Marions
Riches en jambons.
Nous vous enjambons
Et nous vous chaussons,
Catins, tels chaussons !
Oh ! plutôt nichons
Chez nous des nichons !
Vite polissons
Les doux polissons !
Pompons les pompons
Et les repompons ! (…)
Du vieux Pô tirons
Quelques potirons !
Aux doux veaux rognons
Leurs tendres rognons,
Qu’alors nous oignons
Du jus des oignons ! (…)
Ah ! thésaurisons !
Vers tes horizons
Alaska, filons !
A nous tes filons !
Pour manger, visons
Au front des visons,
Pour boire, lichons
L’âpre eau des lichons.
Ce que nous savons
C’est grâce aux savons
Que nous décochons
Au gras des cochons.
Oh ! mon chat, virons,
Car nous chavirons !
Alphonse ALLAIS (1854-1905)
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O que pensar dos riscos da equitação?
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O que pensar dos riscos da equitação?
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“L’entendement est limité... la volonté... infinie... de là vient que bien souvent nous donnons notre consentement à des choses dont nous n’avons jamais eu qu’une connaissance fort confuse.”
Descartes, Principes de philosophie.
Arte
cavalos feitos, com madeira flutuante no mar, por duas mulheres
"O cavalo é um bom mestre, não somente para o corpo, mas também para o espírito e para o coração" dizia Xenofonte, cinco séculos antes de Cristo.
Doenças psíquicas variadas, patologias do desenvolvimento, depressão, mal-estar...a equiterapia pretende tratar os males do espírito
« Le cheval est un bon maître, non seulement pour le corps mais aussi pour l’esprit et le cœur », disait déjà Xénophon, cinq siècles avant Jésus-Christ. Maladies psychiques -autisme, schizophrénie…-, pathologies du développement, dépression, mal-être… L’équithérapie entend soigner les maux de l’esprit.
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Uma página apagada
no remoinho da ideia
onde há outra iluminada
d'história e passado cheia.
Leves cavalos ao vento
saltam pontes abissais
passam sobre o pensamento
a saltar cada vez mais.
A noite ao saltar recuam
em passo tão aprendido
de longe vêem e voam
em símbolos do não vivido.
Cavalos de tanta cor!
Em tanta fome que ha.
Cavalos de ódio? De amor?
Cavalos no Saará!
Marília Gonçalves
no remoinho da ideia
onde há outra iluminada
d'história e passado cheia.
Leves cavalos ao vento
saltam pontes abissais
passam sobre o pensamento
a saltar cada vez mais.
A noite ao saltar recuam
em passo tão aprendido
de longe vêem e voam
em símbolos do não vivido.
Cavalos de tanta cor!
Em tanta fome que ha.
Cavalos de ódio? De amor?
Cavalos no Saará!
Marília Gonçalves
no JORNAL - O PÚBLICO
no JORNAL - O PÚBLICOCavalo Lusitano: Terra de puro sangue
Fundamental para aferir da pureza da raça Lusitana: tem de saber ler o pensamento do cavaleiro. Tudo isto faz do Lusitano o cavalo ideal para a tourada, como antes tinha sido para a guerra. É tido por mais corajoso do que o puro-sangue árabe, ou mesmo o inglês, que são mais adequados para a corrida. E é também conhecido pelo seu nível de inteligência, acima da média. Aprende facilmente os mais complicados exercícios, que executa com destreza, principalmente em espaços pequenos, como uma arena. Não tem medo do touro bravo, obedece confiantemente a todas as ordens do cavaleiro, a quem é fiel até ao fim. É capaz de correr quilómetros, ferido de morte, até deixar o cavaleiro a salvo. Outras raças podem ser mais ardentes, mas nenhuma é tão generosa e sofredora.
«Os cavalos ingleses, alemães ou holandeses têm demasiado sangue", explica Miguel. "São óptimos na corrida, mas mais difíceis para uma utilização de lazer." Um Lusitano adapta-se às situações. Se lhe apresentarem um cavaleiro inexperiente, ele tenta ser compreensivo, interpretando as suas ordens desajeitadas. Se lhe colocarem na sela uma criança, ele torna-se dócil e manso, cheio de cuidados.
Pelagem dos Cavalos

Cavalos Lusitanos:
Filhos do Vento
clique aqui
Estes são "nossos", Lusitanos.
Lindos. Como qualquer cavalo, mas estes por serem nossos, têm qualquer coisa de especial.
As éguas, dizia-se, eram emprenhadas pelo vento. E quem conhece o vento da Lezíria, percebe afinal porque é que estes cavalos são assim.
Katia a cavalo
"Je ne prétends pas avoir raison, j’obéis seulement à mon idée fixe de tâcher d’imiter la nature et à l’idéal que je me fais du dressage en observant les chevaux en liberté.
Le talent de l’écuyer consiste à faire prendre au cheval des positions se rapprochant de celles qu’il prend spontanément quant il est indépendant, puis à paraître s’effacer lui-même, lui le maître. L’animal se croyant libre, s’échauffe au contact imperceptible des aides du cavalier et l’ardeur qu’il déploie dans le sens vers lequel il est guidé comme à son insu, donne aux mouvements toute leur splendeur"
Etienne Beudant (1863)
“Le cheval lusitanien est une production artistique, le fruit de la sensibilité de ceux qui l’ont imaginé et créé, de ceux qui n’ont eu de cesse de transformer leur rêve du cheval parfait en une réalité.”
Paulo Caetano - Cavaleiro de nomeada
Cavalos Negros
São sete cavalos negros
sete crinas prateadas
sete fúrias incendidas
a abrir sulcos na estrada.
Sete demónios de morte
sete cavalos do dia
com sete vidas nos olhos
nas sete sombras da noite.
Sete levantar de patas
sete cavalos de lua
dividida em sete cores.
Sete rédeas e chibatas.
Sete abismos que se elevam
sete ameaças mortais
em sete vidas sem fim.
Sete narinas de espuma
sete atalhos desleais
sete réstias de caruma.
Sete relinchos de medo
sete roncos guturais
sete sombras de arvoredo
de sete cavalos negros
a uivar nos vendavais.
Sete cavalos que mordem
as sete pedras do cais.
Marília Gonçalves
Montado há já cerca de 5000 anos, o mais antigo cavalo de sela do Mundo chega ao limiar do século XXI reconquistando o esplendor de há dois mil anos, quando Gregos e Romanos o reconheceram como o melhor cavalo de sela da antiguidade.
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Une extension à l'éthologie humaine
L'éthologie animale a développé des méthodes expérimentales, des modèles animaux qui permettent parfois de mieux appréhender l'homme lui même.
L'éthologie peut donc aussi apporter une contribution méthodologique et thèorique a l'étude de l'homme.
L'ethologie humaine est l'observation de l'homme dans ses comportements Par exemple, l'isolement social ou affectif (dans les villes, d'une famille... ) par comparaison aux situations de privations sensorielles chez l'animal, abîme aussi les developpements de personnalités chez l'homme tout comme chez l'animal.
Tous les êtres vivants dans un environnement altéré se replient sur eux- mêmes, sur leurs comportements comme des animaux en captivité.
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a consultar:
Dicionários sobre Cavalos
Dictionnaire multilingue du cheval
Dictionnaire anglais-français
du cheval / Equine
French-English Dictionary
Par Jean-Claude Boulet***************
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“A perfeita ligação entre o homem Ibérico e o seu cavalo poderia ter dado a inspiração original à lenda dos centauros. Uma criatura híbrida, meio homem, meio cavalo, considerada originária dos vales do rio Tagus (Tejo). Nesses tempos acreditava-se, também, que as éguas desta região eram geradas pelo vento, que se representava pela espantosa rapidez com que davam o seu progénito.” “Cavalo Lusitano o filho do vento”, por Arsénio Raposo Cordeiro
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1) CROISEMENT DES PRINCIPALES ROBES DE BASE
2) CROISEMENT D'UN CHEVAL ISABELLE (=AVEC GENE CREME)
3) CROISEMENT D'UN CHEVAL PALOMINO
4) CROISEMENT DUN CHEVAL CREME/CREMELLO (alezan Cr Cr) : en cours
5) CROISEMENT DUN CHEVAL PERLINO (bai Cr Cr)
ABREVIATIONS : Al : alezan ; B-BB : bai et bai brun ; N : noir ; G : gris ; Isab : isabelle ; SmB : smoky black ; SmCr : Smoky cream ; Palo : palomino ; Cr : crème ; Perli : perlino ; D : dun (« isabelle sauvage » ;
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PégasoMinha noite deslumbrante
nesse regresso ao passado
onde sonho triunfante
é o meu cavalo alado
que me revolve no tempo
que me revolve no tempo
na viagem para trás
a esse dia distante
da inocência na paz
em que toda a fantasia
é feita de riso e cor
a espelhar a harmonia
de simples gestos de amor.
Marília Gonçalves
Cavalos de Portugal
Une race équine menacée : le poney
Garrano

Parque Nacional Peneda- Gerês
como resistiram os Garranos cavalos livres
aos incêndios que devastaram esta magnífica, bela região
de paisagens inesquecíveis?
Garrano: o cavalo selvagem da Peneda-Gerês
Garrano é uma raça de cavalo nativa do Norte de Portugal, utilizada desde há muitos séculos como animal de carga e trabalho. Devido ao seu tamanho é considerado um Poney.Este animal, de apascentação livre na raia galaico-portuguesa, há muito que aí vive, fazendo parte da riqueza pecuária dos povos da região.
Nos finais do séc. XIX, com a submissão ao regime florestal do maciço da Peneda-Gerês e de tantos outros montes do nosso País, o garrano viu diminuída a sua importância, quase chegando a desaparecer. Mas em 1943, foi constituído um pequeno grupo destinado a preservar a raça "em liberdade e no seu ambiente próprio", medida integrada numa ampla acção de criação de reservas de animais autóctones em todos os perímetros florestais.
Luz e Espaço
Peneda-Gerês
Cavalos de Portugal
Sorraia - Um Cavalo com raça
O Cavalo do Sorraia é a raça de cavalos Portugueses que se considera ser mais próxima do cavalo pré-histórico Ibérico, o cavalo ancestral do cavalo Lusitano.

Estas características denunciam tratar-se, pois, de um tipo de cavalo primitivo, estreitamente relacionado com raças de cavalos da região meridional da Península Ibérica, que foi posteriormente domesticado. Estes animais encontram-se frequentemente representados em pinturas paleolíticas do sul da P. Ibérica, evidenciando, mais uma vez, as características ancestrais desta raça.
A recuperação desta raça equina primitiva, actualmente designada por Cavalo do Sorraia, deve-se ao hipólogo Dr. Ruy d'Andrade que, em 1920, enquanto caçava narcejas1 nos arredores do vale do Rio Sorraia, perto de Coruche, reparou numa manada onde se distinguiam cerca de 20 animais extremamente homogéneos, de pelagem baia ou rato, extremidades escuras e aspecto geral e carácter absolutamente primitivos.
Quanto ao temperamento, trata-se de um animal arisco no desbaste, que se torna manso e tolerante no trabalho, reagindo com agilidade e finura ao cavaleiro. Apesar disso, é uma raça com muita vivacidade. Os seus andamentos são correctos, não muito extensos nem saltados, conseguindo manter velocidades notáveis por um longo período de tempo.
A Reserva Natural do Cavalo do Sorraia, fundada em Alpiarça, compreende uma área de cerca de 40 hectares e é dedicada à conservação e divulgação desta raça portuguesa de cavalos de origens ancestrais e em vias de extinção, conhecido também por Cavalo Ibérico. Em todo o mundo, existem menos de duas centenas de cavalos do Sorraia, dos quais só 60 são éguas com capacidade de reprodução, daí a necessidade da preservação desta importante espécie equestre, de elegante porte.
RIO SORRAIA-CORUCHEOrigem
O nome desta raça equina deve-se ao facto de ter sido recuperada a partir de um núcleo de animais encontrado na região de Coruche, no vale do rio Sorraia. Em toda a região correspondente às margens deste rio (e seus afluentes, Sor e Raia), com particular incidência entre Benavente e Mora, era frequente encontrar, nas décadas de vinte a quarenta, eguadas bastante homogéneas constituídas por este tipo de equino, de pequeno porte e conformação pobre, fortemente raiado, de pelagem rato ou baia.
Os animais desta raça são vulgarmente designados por Sorraias. Admite-se que no passado tenham sido conhecidos por zebros. Em Espanha correspondem aos Marismeños por terem existido nas marismas do Guadalquivir
CAVALOS SORRAIA


quinta pedagógica
da
Escola Superior Agrária de Santarém
Concurso Cavalo Sorraia
Para sorrir
Porque é que o pato tem ciúmes do cavalo?
Porque o cavalo tem quatro patas.
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Provérbio
«Um homem confiante faz um cavalo confiante»
Porque é que o pato tem ciúmes do cavalo?
Porque o cavalo tem quatro patas.
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Provérbio
«Um homem confiante faz um cavalo confiante»
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António Gedeão
Cavalinho, cavalinho
Corria o meu cavalinho
quando acordei de repente
Mas que lindo cavalinho!
Tinha a brancura do linho,
e um olho muito verdinho
fluorescente.
Corria, corria, corria, corria,
corria e espinoteava,
galopava e relinchava
numa autêntica euforia.
Corria, corria, corria, corria,
e de repente estacava,
e novamente corria,
corria e espinoteava
numa doida correria.
Corria o meu cavalinho
quando acordei de repente
Mas que lindo cavalinho!
Tinha a brancura do linho,
e um olho muito verdinho
fluorescente.
Corria, corria, corria, corria,
corria e espinoteava,
galopava e relinchava
numa autêntica euforia.
Corria, corria, corria, corria,
e de repente estacava,
e novamente corria,
corria e espinoteava
numa doida correria.
E em cada vez que corria,
E em cada volta que dava,
sua crina se agitava,
se espargia e sacudia
num jeito que se diria
ser assim que lhe agradava,
ter prazer no que fazia.
E o cavalinho corria,
corria sempre, corria,
na senda que rescendia
na manhã do laranjal.
O solo fofo gemia.
Brandos, os ramos teciam
acenos de ritual.
Tenros, os pomos tremiam
no compasso musical.
Sobre a garupa de neve,
abraçado ao seu pescoço,
eu era uma pena leve
soprada com alvoroço.
Se ele corria, eu corria,
se ele saltava, eu saltava,
tudo quanto ele fazia,
todas as voltas que dava,
tudo, tudo eu repetia,
E em cada volta que dava,
sua crina se agitava,
se espargia e sacudia
num jeito que se diria
ser assim que lhe agradava,
ter prazer no que fazia.
E o cavalinho corria,
corria sempre, corria,
na senda que rescendia
na manhã do laranjal.
O solo fofo gemia.
Brandos, os ramos teciam
acenos de ritual.
Tenros, os pomos tremiam
no compasso musical.
Sobre a garupa de neve,
abraçado ao seu pescoço,
eu era uma pena leve
soprada com alvoroço.
Se ele corria, eu corria,
se ele saltava, eu saltava,
tudo quanto ele fazia,
todas as voltas que dava,
tudo, tudo eu repetia,
na mesma doida euforia
que cansava e não cansava.
Mas que lindo cavalinho!
A sua crina macia,
loira de barbas de milho,
deixava um estendal de brilho
na senda que percorria.
Apetecia mexer-lhe,
sentir-lhe o fofo e o calor
daquela crina macia
que agitava e sacudia
como um doirado vapor.
Mas que lindo cavalinho!
Meu amor!
Não tinha sela nem brida,
nem cabeçada nem freio,
nem qualquer espécie de arreio
que lhe ofendesse a nudez.
Era um ser vivo total,
num emaranhado de vida
num gozo todo animal:
crina de loiro brunida,
corpo de branco cendal,
cascos da ágata polida,
ferraduras de cristal.
Mas que lindo cavalinho!
Senti-lhe o bafo cheiroso,
o tumulto harmonioso
do trote das nédias ancas.
Chamei-lhe os mais lindos nomes:
flor de nata, lua cheia,
floco de espuma na areia.
poço de camélias brancas
que cansava e não cansava.
Mas que lindo cavalinho!
A sua crina macia,
loira de barbas de milho,
deixava um estendal de brilho
na senda que percorria.
Apetecia mexer-lhe,
sentir-lhe o fofo e o calor
daquela crina macia
que agitava e sacudia
como um doirado vapor.
Mas que lindo cavalinho!
Meu amor!
Não tinha sela nem brida,
nem cabeçada nem freio,
nem qualquer espécie de arreio
que lhe ofendesse a nudez.
Era um ser vivo total,
num emaranhado de vida
num gozo todo animal:
crina de loiro brunida,
corpo de branco cendal,
cascos da ágata polida,
ferraduras de cristal.
Mas que lindo cavalinho!
Senti-lhe o bafo cheiroso,
o tumulto harmonioso
do trote das nédias ancas.
Chamei-lhe os mais lindos nomes:
flor de nata, lua cheia,
floco de espuma na areia.
poço de camélias brancas
Beijei-lhe o focinho ardente,
mordisquei-lhe o corpo nu.
(que eu sabia, intimamente,
que o cavalinho eras tu.)
António Gedeão
António Gedeão
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| Idade - Medição e Cores |
Idade, Medição e Cores ![]() Idade ![]() Handmade oil painting reproduction of Old Billy, a Draught Horse, Aged 62, a painting by Charles Towne O Cavalo doméstico actual tem uma esperança de de vida entre os 25 anos e os 30 anos. É pouco comum, mas alguns poucos animais vivem até aos 40 anos e ocasionalmente mais. O mais velho registo verificável foi o "Old Billy", um cavalo que no século XIX viveu até aos 62 anos. Nos tempos mais modernos , Sugar Puff, que está registado no Guinness Book of World Records como o mais velho poney vivo, faleceu em 2007 com 56 anos. Olhando para a data de nascimento do cavalo actual, e para propósitos de competição um animal é considerado um ano mais velho a 1 de Janeiro de cada ano no hemisfério norte e 1 de Agosto no hemisfério sul. A excepção acontece na corrida de resistência, onde o minimo de idade para competir é basedao na idade de calendário do animal. Uma melhor observação da idade de um cavalo pode ser realizada na verificação dos seus dentes. A seguinte terminologia é usada para descrever as várias idades dos cavalos: ![]() Potro: Um cavalo de com menos de um ano de idade. Os potros mais domesticados são desmamados dos 5 para os 7 meses de idade, embora possam ser desmamados aos 4 meses sem efeitos adversos. ![]() Sobreano: Com a idade entre um os dois anos de idade Novato: um macho abaixo dos quatro anos. Uma terminologia errada é chamar a um jovem cavalo "novato", quando o termo actualmente apenas se refere a cavalos juvenis. Potra: Uma fêmea abaixo do 4 anos de idade. Égua: fêmea com 4 anos e mais velha. Garanhão: Um cavalo não castrado com 4 anos ou mais. Castrado: Um cavalo castrado de qualquer idade. Tamanho e Medição ![]() A altura dos cavalos mede-se no ponto mais alto da cernelha, onde o pescoço encontra as costas. Este ponto foi escolhido porque é um ponto estável da anatomia, ao contrário da cabeça ou pescoço, que se movem para cima e para baixo. O tamanho dos cavalos varia consoante a raça, mas também pode ser influenciado pela nutrição. Os cavalos ligeiros de corrida geralmente alcançam em alura 14 a 16 mãos(142 a 163 cm) e podem pesar entre os 380 e 550 Kg. A sua largura tem geralmente cerca de 15.2 mãos(157cm) e muitas vezes chega ás 17 mãos(173 cm), para pesos entre os 500 e os 600 Kg. Cavalos mais pesados podem atingir as 16 e 18 mãos (163 a 183 cm) para pesos entre os 700 a 1000 Kg. O maior cavalo registado na história foi provávelmente um cavalo Shire de nome Mammoth, que nasceu em 1848. Ele tinha uma altura de 21.2 mãos(220 cm , e tinha um peso estimado de 1,500 Kg. Pôneis A regra geral para o tamanho entre um cavalo e um pônei na maturidade são as 14.2 mãos(147 cm). Um animal com 14.2 ou mais é geralmente considerado um cavalo e abaixo disso um pônei. Contudo,existem muitas execpções a esta regra. Na Austrália, os pôneis medem abaixo da 14 mãos(142 cm). A Federação Internacional para os Desportos Equestres, que usa o sistema métrico, define a linha entre os cavalos e pôneis em 148 cm sem calçado e 149 cm calçado. A distinção entre um cavalo e um pônei não é apenas a diferença no tamanho, mas também outros aspectos de fisionomia ou aparência, configuração e temperamento. Cores e Marcas ![]() Os cavalos exibem um diverso cores no seu pelo e marcas distintas, que são descritos com vocabulário especializado. Sendo muitas vezes uma das primeiras classificações, antes da raça ou sexo. Os cavalos de côr idêntica podem ser distinguidos de outro pelas marcas brancas, as quais conjuntamente com os vários padrões, são herdados separadamente da cor da pelagem. Muitos dos genes que criam as cores num cavalo tem sido identificados, embora as investigações continuem para identificar os factores que contribuem para as diversas cores e padrões. A côr alazão, loura, castanha, e o preto são as cores equinas básicas. Estas cores são modificadas pelo menos 10 outros genes para criar outras cores, incluindo diluições tais como o palomino e padrões como o pinto. ![]() Voltar ao Portal do Cavalo | |
tags cavalos biologia cores pelagem fisionomia animais
Amazone à cheval -Édouard Manet
Pégaso, o cavalo dos deuses.
Era o cavalo de Zeus, o amo do céu e da terra. Segundo os esquemas da Mitologia, o “cavalo voador” nasceu do sangue que jorrou Medusa quando a sua cabeça foi cortada por Perseu, e graças a ele pôde libertar Andrómeda. Pégaso cresceu nos prados do Monte Olimpo, a casa dos deuses, que estava situada entre Tessália e Macedónia. De cor branca, estava abençoado com asas e podia voar.
Pégaso foi o cavalo mais rápido que existiu e é o símbolo da velocidade. Assim também foi o primeiro meio de comunicação e transporte aéreo.
Genitor, o cavalo de Júlio César
Cavalo extraordinário, quase com pés de homem, com as patas inchadas quase como dedos. O nome Genitor (pai, criador) deu César ao cavalo, recordando do seu pai morto, quando apenas tinha 14 ou 15 anos.
Bucéfalo, o cavalo de Alexandre Magno.
Era o cavalo do grande Alexandre Magno, sem duvida o maior general da história. Alexandre foi quem revolucionou a arte da guerra e que conseguiu unificar as cidades do estado da Grécia, excepto Esparta. Teve como professor Aristóteles.
Segundo conta a lenda, enquanto chefe da cavalaria pediu a seu pai, o rei Filipe, que lhe trouxesse “Cavalos de Tessália”, por serem os melhores do mundo para a guerra. “Bucéfalo” que era de cor negra e com uma estrela branca na frente com forma de “cabeça de javali”, despertava a atenção de todos pela sua beleza e rebeldia.
Cavalos & Equitação
Rocinante
De Wikipedia, a enciclopedia livre
Rocinante no solo, depois da aventura dos molinos de vento. Ilustração de Gustave Dourei.
Rocinante é o nome do cavalo de Dom Quijote.
Segundo podemos ler no famoso livro de Miguel de Cervantes Dom Quijote da Mancha, "quatro dias passaram-se-lhe em imaginar que nomeie pôr-lhe-ia... e assim após muitos nomes que formou apagou e tirou, acrescentou, desfez e tornou a fazer em sua memória e imaginación, ao fim lhe veio a chamar Rocinante, nome a seu parecer alto, sonoro e significativo do que tinha sido quando foi rocín, dantes do que agora era, que era dantes e primeiro de todos os rocines do mundo".
Marengo
De Wikipedia, a enciclopedia livre
Napoleón cruzando os Alpes, Museu de Malmaison, Paris - acha-se que o cavalo pintado por Jacques-Louis David é Marengo
Marengo é o nome de um dos cavalos de Napoleón Bonaparte e o mais famoso de todos eles. Destacando na quadra de Napoleón, que era de 130 exemplares para seu uso pessoal. Outros de seus mais famosos corceles eram VICIR e BLANCO .
D. Quixote de La Mancha
D. Quixote montado no cavalo
Rocinante
com seu escudeiro Sancho Pança
Aos Adolescentes e pré Adolescentes
Leiam o livro de Cavalaria
D. Quixote de La Mancha
do escritor
Miguel Cervantes
e irão descobrir um Cavaleiro,
vão encontrar-te com um ser humano diferente, enternecedor por vezes,
Guerreiro galante e delicado, amoroso.
a vocês de descobrir o que esconde na sua alma: um louco ou um poeta?
Uma boa leitura para a estação fria que se avizinha: O Inverno.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.»
Vê gigantes? São gigantes.»
A. Gedeão

D. Quixote combate com os moinhos
Impressão digital
Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandescente.
Inútil seguir vizinhos,
que ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.»
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandescente.
Inútil seguir vizinhos,
que ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.»
António Gedeão
D. Quixote contra os moinhos
Le Petit Cheval Blanc
Qu'il avait donc du courage
C’était un petit cheval blanc
Tous derrière, tous derrière
C’était un petit cheval blanc
Tous derrière et lui devant
Il n'y avait jamais de beau temps
Dans ce pauvre paysage
Il n'y avait jamais de printemps
Ni derrière, ni derrière
Il n'y avait jamais de printemps
Ni derrière, ni devant
Mais toujours il était content
Menant les gars du village
A travers la pluie noire des champs
Tous derrière, tous derrière
A travers la pluie noire des champs
Tous derrière et lui devant
Sa voiture allait poursuivant
Sa belle petite queue sauvage
C'est alors qu'il était content
Tous derrière, tous derrière
C'est alors qu'il était content
Tous derrière et lui devant
Mais un jour dans le mauvais temps
Un jour qu'il était si sage
Il est mort par un éclair blanc
Tous derrière, tous derrière
Il est mort par un éclair blanc
Tous derrière et lui devant
Qu'il avait donc du courage
Il est mort sans voir le printemps
Ni derrière, ni derrière
Il est mort sans voir le printemps
Ni derrière, ni devant
Georges Brassens
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et...maintenant pour toi Karla
ma chère petite cousine qui habites le Sud de la France
la sensibilité de Hugues Aufray,
mais sache, que malgré la distance,
nos coeurs seront plus forts!
je t'aime avc tes 8 ans qui me manquent tant
gros bisous petite soeur!!!
Hugues Aufray - Le petit âne gris
Ecoutez cette histoire
Que l'on m'a racontée.
Du fond de ma mémoire,
Je vais vous la chanter.
Elle se passe en Provence,
Au milieu des moutons,
Dans le sud de la France,
Au pays des santons.
Quand il vint au domaine,
Y avait un beau troupeau.
Les étables étaient pleines
De brebis et d'agneaux.
Marchant toujours en tête
Aux premières lueurs,
Pour tirer sa charrette,
Il mettait tout son cœur.
Au temps des transhumances,
Il s'en allait heureux,
Remontant la Durance,
Honnête et courageux
Mais un jour, de Marseille,
Des messieurs sont venus.
La ferme était bien vieille,
Alors on l'a vendue.
Il resta au village.
Tout le monde l'aimait bien,
Vaillant, malgré son âge
Et malgré son chagrin.
Image d'évangile,
Vivant d'humilité,
Il se rendait utile
Auprés du cantonnier.
Cette vie honorable,
Un soir, s'est terminée.
Dans le fond d'une étable,
Tout seul il s'est couché.
Pauvre bête de somme,
Il a fermé les yeux.
Abandonne des hommes,
Il est mort sans adieux.
Mm mm mmm mm...
Cette chanson sans gloire
Vous racontait la vie,
Vous racontait l'histoire
D'un petit âne gris...
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Hugues Aufray Stewball
Para REFLECTIR Sempre
Parábola dos sete vimes

Era uma vez um pai que tinha sete filhos. Quando estava para morrer, chamou-os todos sete e disse-lhes assim:
- Filhos, já sei que não posso durar muito; mas antes de morrer, quero que cada um de vós me vá buscar um vime seco, e mo traga aqui.
- Eu também? - perguntou o mais pequeno, que tinha só 4 anos. O mais velho tinha 25, e era um rapaz muito reforçado e o mais valente da freguesia.
- Tu também - respondeu o pai ao mais pequeno.
Saíram os sete filhos; e daí a pouco tornaram a voltar, trazendo cada um seu vime seco.
O pai pegou no vime que trouxe o filho mais velho e entregou-o ao mais novinho, dizendo:
- Parte esse vime.
O pequeno partiu o vime, e não lhe custou nada a partir.
Depois o pai entregou ao mesmo filho mais novo, e disse-lhe:
- Agora parte também esse.
O pequeno partiu-o; e partiu, um a um, todos os outros, que o pai lhe foi entregando, e não lhe custou nada parti-los todos.
Partido o último, o pai disse outra vez aos filhos:
- Agora ide por outro vime e trazei-mo.
Os filhos tornaram a sair, e daí a pouco estavam outra vez ao pé do pai, cada um com seu vime.
- Agora dai-mos cá - disse o pai.
E dos vimes todos fez um feixe, atando-os com um vincelho.
E voltando-se para o filho mais velho, disse-lhe assim:
- Toma este feixe! Parte-o!
O filho empregou quanta força tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.
- Não podes? - perguntou ele ao filho.
- Não, meu pai, não posso.
- E algum de vós é capaz de o partir? Experimentai.
- Não foi nenhum capaz de o partir?, nem dois juntos, nem três nem todos juntos.
O pai disse-lhes então:
- Meus filhos, o mais pequenino de vós partiu sem lhe custar nada os vimes, enquanto os partiu um por um; e o mais velho de vós não pôde parti-los todos juntos: nem vós, todos juntos, fostes capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrai-vos disto e do que vos vou dizer: enquanto vós todos estiverdes unidos, como irmãos que sois, ninguém zombará de vós, nem vos fará mal, ou vencerá. Mas logo que vos separeis, ou reine entre vós a desunião, facilmente sereis vencidos.
Acabou de dizer isto e morreu - e os filhos foram muito felizes, porque viveram sempre em boa irmandade ajudando-se sempre uns aos outros; e como não houve forças que os desunissem, também nunca houve forças que os vencessem".
- Filhos, já sei que não posso durar muito; mas antes de morrer, quero que cada um de vós me vá buscar um vime seco, e mo traga aqui.
- Eu também? - perguntou o mais pequeno, que tinha só 4 anos. O mais velho tinha 25, e era um rapaz muito reforçado e o mais valente da freguesia.
- Tu também - respondeu o pai ao mais pequeno.
Saíram os sete filhos; e daí a pouco tornaram a voltar, trazendo cada um seu vime seco.
O pai pegou no vime que trouxe o filho mais velho e entregou-o ao mais novinho, dizendo:
- Parte esse vime.
O pequeno partiu o vime, e não lhe custou nada a partir.
Depois o pai entregou ao mesmo filho mais novo, e disse-lhe:
- Agora parte também esse.
O pequeno partiu-o; e partiu, um a um, todos os outros, que o pai lhe foi entregando, e não lhe custou nada parti-los todos.
Partido o último, o pai disse outra vez aos filhos:
- Agora ide por outro vime e trazei-mo.
Os filhos tornaram a sair, e daí a pouco estavam outra vez ao pé do pai, cada um com seu vime.
- Agora dai-mos cá - disse o pai.
E dos vimes todos fez um feixe, atando-os com um vincelho.
E voltando-se para o filho mais velho, disse-lhe assim:
- Toma este feixe! Parte-o!
O filho empregou quanta força tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.
- Não podes? - perguntou ele ao filho.
- Não, meu pai, não posso.
- E algum de vós é capaz de o partir? Experimentai.
- Não foi nenhum capaz de o partir?, nem dois juntos, nem três nem todos juntos.
O pai disse-lhes então:
- Meus filhos, o mais pequenino de vós partiu sem lhe custar nada os vimes, enquanto os partiu um por um; e o mais velho de vós não pôde parti-los todos juntos: nem vós, todos juntos, fostes capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrai-vos disto e do que vos vou dizer: enquanto vós todos estiverdes unidos, como irmãos que sois, ninguém zombará de vós, nem vos fará mal, ou vencerá. Mas logo que vos separeis, ou reine entre vós a desunião, facilmente sereis vencidos.
Acabou de dizer isto e morreu - e os filhos foram muito felizes, porque viveram sempre em boa irmandade ajudando-se sempre uns aos outros; e como não houve forças que os desunissem, também nunca houve forças que os vencessem".
Trindade Coelho
(a escolha é apenas uma?
Solidários ou Solitários? )
E PARA VARIAR....
Uma das Histórias de um Cão que quis Ser Nosso
O SAUVAGE (o selvagem?)
Nós em Portugal? hoje, com os animais? não sei! mas sei que há cerca de trinta anos, tivemos na família um cão pastor alemão, veio para nossa casa tinha um mês.Adoptou-me e habitou-se a seguir-me por onde fosse. O cão cresceu com meus filhos.tive quatro. E o cão guardava-os até na praia onde ia tomar banho com eles fazendo círculos a nadar, sem nunca os deixar sozinhos! sem os perder de vista por um segundo!Num fim de dia,estava eu já preparada para o jantar, com uma saia, comprida, meio cigana.
De repente na Ria Formosa em Faro,na ilha, uma criança sobre um colchão de praia estava a ser levada na força da vazante.Eu vestida nada podia fazer que fosse suficientemente rápido, nisto vi a mancha negra de meu cão ao pé de mim, e gritei: vai buscar o menino! o cão em voo lançou-se à água, talvez que o menino para ele fosse um dos meus filhos. O certo é que vigorosamente nadou ao largo, onde o miúdo aflito, mais aflito parecia com a aproximação de tal monstro!? eu de terra gritei: agarra-te ao cão!! o garoto abraçou-se ao cão e o Sauvage, era assim o nome desse animal generoso, trouxe o garoto para terra. Quando chegou, na areia as mulheres que assistiram à cena choravam todas! o cão não se aguentava nas patas que se dobravam debaixo dele. o garoto? esse foi-se, sem uma olhar ao cão, talvez ainda demasiado assustado com o que tinha vivido.
Durante o verão na ilha nunca o Sauvage esteve tão gordo, pois onde quer que passasse, todos lhe queriam dar de comer.O tempo foi decorrendo, os anos seguiram e o cão foi envelhecendo... pois sabem com acabou esse animal? envenenado!!! na casa de campo onde estava, ele, a cadela da casa, que estava com ele e uma bezerra. Os três vítimas do mesmo veneno. Desconheço por ser em casa de amigos, qual era a história da cadela que morreu! Mas temos que reconhecer que para um cão quase humano, que foi a nado salvar uma criança, merecia morte mais digna e com menos sofrimento que aquela que causa o veneno! nada mais! que cada um pense o que há a fazer no nosso país para que os animais tenham o lugar que merecem! Não será que tudo isso tem a ver com certas carências da população? não será que com mais escolaridade, com menos raivas provocadas pelas faltas, tudo isso seria atenuado? deixo a pergunta a quem tiver sabedoria para responder eu limito-me a narrar um facto. Era o meu cão! Hoje há cerca de vinte anos anos que morreu e em casa ainda ninguém o esqueceu Viva Portugal! sem ironia! é o que penso! pois no dia em que tivermos governantes que nos governem o país e em que o povo não sofra mais, isto tudo estará solucionado, não de repente, mas a caminho disso!
O sofrimento torna o homem mau
e insensível ao que tem ao pé
sem sentimento o coração em pedra
transforma em gelo o que fogo é!
e insensível ao que tem ao pé
sem sentimento o coração em pedra
transforma em gelo o que fogo é!
Marília Gonçalves
Sábado 11 de Dezembro de 2010
Depois de uma semana tempestuosa, de neve e gelo, que mais lembravam um rinque de patinagem, tanto a estrada como os passeios. Os passos que dávamos eram cautelosos. Até o carro do avô levou várias horas para percorrer um pobre trajecto, que normalmente lhe toma entre quinze a vinte minutos!
A neve é muito bonita e engraçada quando se trata de divertimentos e de férias!
O mesmo não acontece quando as pessoas têm necessidade de se deslocar ou para os seus trabalhos ou rumo a outras obrigações inadiáveis!
E foi assim, que neste desporto apaixonante que é a equitação, me vi sem esperar em palpos de aranha.... uma aranha neste caso, de quatro patas e com umas centenas de kg... pois é...
tratava-se ali no Centro Hípico do cavalo que me coube em sorte desta vez.
Logo à chegada "D. Casmurro, sr. cavalo" manifestou ao contrário do habitual, que é o seu génio folgazão, uma excitação que denotava inquietação, mal-estar e irritabilidade.
Assim o habitualmente vivaço mas brincalhão Bernu, de seu nome, não parava quieto e foi uma carga de trabalhos para conseguir tratar dele... até o fazer uma verdadeira beldade, pois até a escova o irritava e o fazia virar de minuto a minuto da esquerda para a direita e da direita para a esquerda... arreá-lo foi também caso complicado, e tinha no olhar uma chamazinha impertinente que nada agoirava de bom, enquanto um sapateado das patas dianteiras poderia convidar a uma Sevilhana, em circunstâncias outras que não aquelas!
Ora o que se passaria com o bicharoco, normalmente afável e de bom trato?
Aconteceu que durante os dias antecedentes, em que durou o nevão e em que os solos gelaram, tiveram os pobres cavalos direito a pena, não se sabe por que mal cometido... pois ficaram presos, como malfeitores, já que a ida para o prado era um risco quase certo de um valente trambolhão e dalguma pata partida, com as funestas consequências que tal acidente acarreta!
Pois claro o que o Bernu tinha, é que estava farto de se ver fechado e com tal energia acumulada, que veremos como se desenrolou a hora e meia que o montei. Diga-se de passagem que quando pus o pé no estribo, não me sentia muito senhora dos acontecimentos.
Mas sempre me encavalitei na sela, ignorando porém, por quanto tempo nela permaneceria...
Logo nos primeiros minutos de trote, "sua excelência D. Cavalo" decide sem mais aquelas, experimentar uma figura de Alta Escola e assim me encontrei sobre um cavalo voador com as quatro patas, alto acima do solo. Ora é bom lembrar, que ainda não somo muitos meses de aprendizagem... por conseguinte nada preparada para figuras de alto estilo. Não sei como, mas o certo é que senti o embate das patas do Bernu no solo, mas eu, por um acaso inexplicável mantinha-me equilibrada sobre a sela!
Se em mim algo se desequilibrou, não foi o meu corpo, mas o meu estado de espírito, um tanto ou quanto alarmado, pois enquanto me senti nos ares, não sabia ao certo qual de nós aterrava primeiro, se o cavalo, se eu!
Mas vamos deixar para trás das costas, alguma pontinha de falsa modéstia e vejo-me obrigada a confessar, que sempre consegui provar tanto a mim como à assistência que os meus méritos de cavaleira me deixavam um tanto orgulhosa da faceta!
Ainda não tinha recuperado das minhas emoções de cavaleira voadora, quando subitamente o excelentíssimo cavalo, se lembra de amandar um par de coices no ar, que por mais uma vez pensei que ia levantar voo, sentido-me por breves instantes uma aviadora confirmada!!!!
Mas não tinham chegado ao fim as minhas tribulações, numa hora e meia que começava seriamente a parecer-me a inchar e a tomar um espaço no qual a minha tranquilidade se sentia estremecer!
De repente, vamos lá a saber porquê, o cavalo fartou-se de passar por burro, fazendo aquilo que lhe não apetecia!
e vi-me projectada a grande velocidade sobre a cabeça do animalejo, dei sem que possa dizer como, uma cambalhota pelos ares e transformei-me em perfeito acrobata, que acabou estatelando-se no enlameado do chão, onde a neve derretida tinha feito uma sopa de cor indeferida!
Ouvi um murmúrio vindo da assistência onde se encontrava a minha mãe (calculo o que se passava dentro dela naquele momento) e a minha avózinha de quem ouvi a voz gritando-me:
-não te assustes caíste bem!
Ora eu sabia lá se tinha caído bem!
o que sabia é que tinha caído!
Que bem me lembrava o acontecido, a dor que se me agarrou a uma anca!
Querem saber como me comportei?
Curiosos!... pois olhem, sempre lhes vou dizer como foi! Foi exactamente como vocês se teriam comportado na mesma situação.
Além da dor na anca, que hoje se coloriu para que não esqueça o ocorrido, tinha igualmente uma dorzinha num ponto de mim, mais escondido e a que se chama o amor-próprio, um pouco amachucado também! e para coroar tudo isto, a minha roupa era um pastel de lama pardacenta!
e não querem cá ver que os cavalos que assistiam divertidíssimos a tais peripécias desataram a rir, os descarados!
não acreditam?
pois aqui lhes ponho em frente dos olhos duvidosos, a fotografia dos maganões, a fazer troça de mim!
Pois que vão rindo, porque para a semana que vem, por ali me encontrarão, pronta para dominar a minha montada, que depois destas três partidas que me pregou, não mais conseguiu fazer o que queria, porque atenta à maroteira, não dei ao cavalo mais oportunidade de zombar de mim e de mãos, pernas e busto bem ajustados, cabeça erguida, fui a partir desse momento, a comandante-mor do meu cavalo, que percebeu que a partir dali quem mandava era eu!
Agora contas bem feitas, penso e sinto que estes três percalços, que não vão com certeza, ser os últimos da minha vida de cavaleira, foram bastante benéficos pela lição que deles tirei, e sinto que afinal foi um grande passo em frente na minha aprendizagem!
Por isso até à semana que vem, em que de bom gosto levarei um bolo feito por mim, (talvez o bolo da bolacha) como é
tradição, sempre que um cavaleiro cai!
e iremos festejar, alegres e entre risos, não a queda que dei, mas o lado positivo que dela tirei!
Katia (com a ajuda da avózinha)
*************
*******
****
O Cavalo Através do Tempo
Cavalo Etrusco
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Depois de uma semana tempestuosa, de neve e gelo, que mais lembravam um rinque de patinagem, tanto a estrada como os passeios. Os passos que dávamos eram cautelosos. Até o carro do avô levou várias horas para percorrer um pobre trajecto, que normalmente lhe toma entre quinze a vinte minutos!
A neve é muito bonita e engraçada quando se trata de divertimentos e de férias!
O mesmo não acontece quando as pessoas têm necessidade de se deslocar ou para os seus trabalhos ou rumo a outras obrigações inadiáveis!
E foi assim, que neste desporto apaixonante que é a equitação, me vi sem esperar em palpos de aranha.... uma aranha neste caso, de quatro patas e com umas centenas de kg... pois é...
tratava-se ali no Centro Hípico do cavalo que me coube em sorte desta vez.
Logo à chegada "D. Casmurro, sr. cavalo" manifestou ao contrário do habitual, que é o seu génio folgazão, uma excitação que denotava inquietação, mal-estar e irritabilidade.
Assim o habitualmente vivaço mas brincalhão Bernu, de seu nome, não parava quieto e foi uma carga de trabalhos para conseguir tratar dele... até o fazer uma verdadeira beldade, pois até a escova o irritava e o fazia virar de minuto a minuto da esquerda para a direita e da direita para a esquerda... arreá-lo foi também caso complicado, e tinha no olhar uma chamazinha impertinente que nada agoirava de bom, enquanto um sapateado das patas dianteiras poderia convidar a uma Sevilhana, em circunstâncias outras que não aquelas!
Ora o que se passaria com o bicharoco, normalmente afável e de bom trato?
Aconteceu que durante os dias antecedentes, em que durou o nevão e em que os solos gelaram, tiveram os pobres cavalos direito a pena, não se sabe por que mal cometido... pois ficaram presos, como malfeitores, já que a ida para o prado era um risco quase certo de um valente trambolhão e dalguma pata partida, com as funestas consequências que tal acidente acarreta!
Pois claro o que o Bernu tinha, é que estava farto de se ver fechado e com tal energia acumulada, que veremos como se desenrolou a hora e meia que o montei. Diga-se de passagem que quando pus o pé no estribo, não me sentia muito senhora dos acontecimentos.
Mas sempre me encavalitei na sela, ignorando porém, por quanto tempo nela permaneceria...
Logo nos primeiros minutos de trote, "sua excelência D. Cavalo" decide sem mais aquelas, experimentar uma figura de Alta Escola e assim me encontrei sobre um cavalo voador com as quatro patas, alto acima do solo. Ora é bom lembrar, que ainda não somo muitos meses de aprendizagem... por conseguinte nada preparada para figuras de alto estilo. Não sei como, mas o certo é que senti o embate das patas do Bernu no solo, mas eu, por um acaso inexplicável mantinha-me equilibrada sobre a sela!
Se em mim algo se desequilibrou, não foi o meu corpo, mas o meu estado de espírito, um tanto ou quanto alarmado, pois enquanto me senti nos ares, não sabia ao certo qual de nós aterrava primeiro, se o cavalo, se eu!
Mas vamos deixar para trás das costas, alguma pontinha de falsa modéstia e vejo-me obrigada a confessar, que sempre consegui provar tanto a mim como à assistência que os meus méritos de cavaleira me deixavam um tanto orgulhosa da faceta!
Ainda não tinha recuperado das minhas emoções de cavaleira voadora, quando subitamente o excelentíssimo cavalo, se lembra de amandar um par de coices no ar, que por mais uma vez pensei que ia levantar voo, sentido-me por breves instantes uma aviadora confirmada!!!!
Mas não tinham chegado ao fim as minhas tribulações, numa hora e meia que começava seriamente a parecer-me a inchar e a tomar um espaço no qual a minha tranquilidade se sentia estremecer!
De repente, vamos lá a saber porquê, o cavalo fartou-se de passar por burro, fazendo aquilo que lhe não apetecia!
e vi-me projectada a grande velocidade sobre a cabeça do animalejo, dei sem que possa dizer como, uma cambalhota pelos ares e transformei-me em perfeito acrobata, que acabou estatelando-se no enlameado do chão, onde a neve derretida tinha feito uma sopa de cor indeferida!
Ouvi um murmúrio vindo da assistência onde se encontrava a minha mãe (calculo o que se passava dentro dela naquele momento) e a minha avózinha de quem ouvi a voz gritando-me:
-não te assustes caíste bem!
Ora eu sabia lá se tinha caído bem!
o que sabia é que tinha caído!
Que bem me lembrava o acontecido, a dor que se me agarrou a uma anca!
Querem saber como me comportei?
Curiosos!... pois olhem, sempre lhes vou dizer como foi! Foi exactamente como vocês se teriam comportado na mesma situação.
Além da dor na anca, que hoje se coloriu para que não esqueça o ocorrido, tinha igualmente uma dorzinha num ponto de mim, mais escondido e a que se chama o amor-próprio, um pouco amachucado também! e para coroar tudo isto, a minha roupa era um pastel de lama pardacenta!
e não querem cá ver que os cavalos que assistiam divertidíssimos a tais peripécias desataram a rir, os descarados!
não acreditam?
pois aqui lhes ponho em frente dos olhos duvidosos, a fotografia dos maganões, a fazer troça de mim!
Pois que vão rindo, porque para a semana que vem, por ali me encontrarão, pronta para dominar a minha montada, que depois destas três partidas que me pregou, não mais conseguiu fazer o que queria, porque atenta à maroteira, não dei ao cavalo mais oportunidade de zombar de mim e de mãos, pernas e busto bem ajustados, cabeça erguida, fui a partir desse momento, a comandante-mor do meu cavalo, que percebeu que a partir dali quem mandava era eu!
Agora contas bem feitas, penso e sinto que estes três percalços, que não vão com certeza, ser os últimos da minha vida de cavaleira, foram bastante benéficos pela lição que deles tirei, e sinto que afinal foi um grande passo em frente na minha aprendizagem!
Por isso até à semana que vem, em que de bom gosto levarei um bolo feito por mim, (talvez o bolo da bolacha) como é
tradição, sempre que um cavaleiro cai!
e iremos festejar, alegres e entre risos, não a queda que dei, mas o lado positivo que dela tirei!
Katia (com a ajuda da avózinha)
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O Cavalo Através do Tempo
Cavalo Etrusco
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Se não houvesse montanhas
Cecília Meireles
Se não houvesse montanhas!
Se não houvesse paredes!
Se o sonho tecesse malhas
e os braços colhessem redes!
Se a noite e o dia passassem
como nuvens, sem cadeias,
e os instantes da memória
fossem vento nas areias!
Se não houvesse saudade, solidão nem despedida...
Se a vida inteira não fosse, além de breve, perdida!
Eu não tinha cavalo de asas,
que morreu sem ter pascigo
E em labirintos se movem
Os fantasmas que persigo.
=====
===
Joyeux Noël les ENFANTS
FELIZ NATAL
A GUERRA DE TROIA
Helena, de Tróia
O ESTOPIM da GUERRA
A Guerra de Troia eclodiu quando os aqueus (povo que hoje conhecemos como gregos) atacaram a cidade de Troia, buscando vingar o rapto de Helena, esposa de Menelau, rei de Esparta. Menelau é irmão de Agamémnom (rei de Micenas, ou Argos).
Os aqueus compartilhavam uma cultura e língua comuns, mas na época se definiam como vários reinos, e não como um povo e Estado unificado tal qual hoje o conhecemos. É um mito (ou será história?) que data mais ou menos no ano de 1.200 a.C. Troia, cercada durante dez anos pelo rei de Micenas, é finalmente tomada mediante uma ideia espetacular de Ulisses: a introdução, na cidade de Troia, de um cavalo de madeira, oco, recheado por dentro de guerreiros, à guisa de presente, como se quisessem fazer as pazes.
A Ilíada e a Odisseia estão intrinsecamente amarradas e correlacionadas com a Guerra de Troia, sendo um dos episódios que compõem o chamado Ciclo Troiano, de Homero. Não se pode afirmar categoricamente se a Guerra de Troia foi um fato histórico ou se foi um mito, porém, segundo consta, ocorreu por volta de 1200 a.C. no período micênico. Em Troia, notadamente no Helesponto, mitologia e história se mesclam, amarradas se confudem, narradas em uma Odisseia dão uma veracidade ao mito.
Narradas e dramatizadas nos dias de hoje, essas obras seriam uma verdadeira novela com um enredo muito complexo, riqueza de detalhes, mesclado de vários mitos e personagens entrelaçados entre si. Essa grande quantidade de personagens da mitologia grega, poderia causar confusão mental ao leitor moderno, mas não aos ouvintes gregos de então, que estavam acostumados à mitologia grega e aos relatos orais.
Consta que a nereida e deusa do mar Tétis era desejada e cortejada como esposa por Zeus e por seu irmão Poseidon, além de vários outros deuses. Porém, Prometeu, primo de Zeus, um dos pretendentes, rechaçado, aquele que havia dado o fogo aos homens, profetizou que o filho da deusa Tétis, que iria nascer, seria maior que seu pai, vaticínio esse que arrefeceu a pretensão de muitos; então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, intencionando enfraquecer-lhe o filho, que seria apenas um reles humano. O filho de ambos que viria a nascer seria Aquiles, um semideus, herói e o mais poderoso dos guerreiros; porém, era era mortal.
Nascido Aquiles, sua mãe Tétis, visando fortalecer a natureza mortal do filho, mergulhou-o, ainda bebê, nas águas do mitológico rio Estige, rio subterrâneo que corria no Hades (inferno), segurando-o, porém, pelos calcanhares. As águas tornaram o herói invulnerável, de corpo fechado, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurara para o mergulhar no rio (daí a famosa expressão “calcanhar de Aquiles”, significando ponto vulnerável).
Mais tarde, sua mãe profetiza que ele poderá escolher entre dois destinos: lutar em Troia e alcançar a glória eterna e morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, mas sendo logo esquecido. Ele escolheu lutar em Troia.
Abandonado por Tétis, encolerizada com a interferência do pai na educação do filho, Peleu levou então o filho ao centauro Quíron para que o educasse. Com o sábio centauro o jovem Aquiles aprendeu, além das artes guerreiras, a medicina.
Para o casamento de Peleu e Tétis, celebrado no alto do monte Pélion, todos os deuses e deusas do Olimpo foram convidados por Zeus, exceto Éris (deusa da discórdia). Os noivos receberam vários presentes. Poseidon presenteou os noivos com dois cavalos imortais, Bálio e Xanto, capazes também de falar. Na cerimônia de casamento entre Tétis e Peleu, compareceu ofendida, de forma invisível, a deusa Éris a qual deixou à mesa um pomo de ouro (uma fruta de ouro) com a inscrição “à mais bela”. As deusas Hera, Atena e Afrodite disputaram o pomo e o título de “a mais bela mulher do universo”. Para resolver a disputa e o título de "a mais bela", Zeus (o deus chefe do Monte Olimpo) elegeu o príncipe troiano Páris, à época sendo criado ali perto como um pastor e protetor de ovelhas; o deus mensageiro HERMES foi incumbido de levá-las ao monte Ido,
Hermes, o deus mensageiro
(o deus correspondente ao Mercúrio romano, e também era mensageiro, ou intérprete da vontade dos deuses, daí o termo hermenêutica), ali perto de Tróia, onde estava Páris, também conhecido como Alexandre, para que este fizesse o julgamento. Para ganhar o título de “a mais bela”, Atena ofereceu a Páris a sabedoria; para ganhar o título de “a mais bela” Hera ofereceu a Páris o poder na batalha e o domínio de toda a Ásia, e Afrodite, para ganhar o título, ofereceu o amor da mulher mais bela do mundo. Páris, também conhecido como Alexandre, deu o pomo e o título a Afrodite, objetivando assim ganhar o amor da mulher mais bela do mundo; assim agindo, ganhou sua proteção, porém atraiu o ódio das outras duas deusas contra si e contra sua cidade, Troia.
HELENA
E a mulher mais bela do mundo era Helena, filha de Zeus e Leda. Helena possuía diversos pretendentes, que incluiam muitos dos maiores heróis da Hélade. Seu pai adotivo, Tíndaro, hesitava tomar uma decisão em favor de um deles temendo enfurecer os preteridos. Finalmente um dos pretendentes, Odisseu (cujo nome latino era Ulisses), rei de Ítaca, resolveu o impasse propondo que todos os pretendentes jurassem proteger Helena e sua escolha, qualquer que fosse o escolhido. Aquiles apelou aos antigos pretendentes de Helena, lembrando o juramento que haviam feito em face da decisão desta.
Helena então casou-se com Menelau, que se tornou o rei de Esparta. Consta que Helena, quando mocinha, e devido à extraordinária beleza, fora raptada pelo herói Teseu e levada para Atenas; foi resgatada, porém, por Castor e Pólux, seus irmãos. Castor e Pólux eram gêmeos, filhos de Zeus e Leda. Ainda: Helena e Menelau já tinham uma filha de nove anos, de nome Hermione, na época da questão entre as três deusas Hera, Atena e Afrodite.
Quando Páris, príncipe de Troia, foi a Esparta em missão diplomática o rei Menelau o acolheu em sua casa; aconteceu que o rei Menelau teve de viajar até Creta, para participar dos funerais de Catreu, filho de Minos e Pasífae, seu avô por parte de mãe, deixando o hóspede Páris aos cuidados da esposa Helena. Páris enamorou-se de Helena, e vice-versa, tiveram um affair uma paixão avassaladora, e ambos fugiram para Troia, tendo Helena deixado a filha Hermíone para trás. Esse colóquio enfureceu o rei Menelau. Esse rapto e fuga foram a causa da guerra de Troia.
Cumpriu-se a profecia de Afrodite de que Páris teria o amor da mulher mais bela do mundo. Para ir em resgate de sua cunhada Helena, Agamémnom assumiu o comando de um exército de mil barcos e atravessou o Mar Egeu para atacar Troia. As naus gregas desembarcaram na praia próxima a Troia e iniciaram um cerco que duraria 10 anos, custando a vida de muitos heróis, de ambos os lados.
Finalmente, seguindo um estratagema proposto por Odisseu, episódio conhecido como O Cavalo de Troia, os gregos conseguiram invadir a cidade governada por Príamo e terminar a guerra. No final, a flecha de Páris matará Aquiles, acertando-o no calcanhar.
PERSONAGENS
Os deuses e heróis gregos e troianos
A miríade de deuses gregos toma parte ativa na trama, envolvendo-se na batalha e ajudando ambos os lados. Notadamente temos Tétis (mãe de Aquiles) Apolo, Zeus, Hera, Atena, Poséidon, Afrodite, Éris.
do lado dos gregos
· Zeus (deus chefe do Olimpo)
· Helena (filha de Zeus e Leda)
· Tíndaro (pai adotivo de Helena)
· Menelau (rei de Esparta) toma Helena como esposa.
· Agamenon (irmão mais velho de Menelau - Rei de Micenas e comandante supremo dos aqueus na guerra de Troia; sua atitude de tomar a escrava Briseide de Aquiles será o estopim do desentendimento entre eles, narrado n'A Ilíada).
· Poseidon (ou Posídon, deus dos mares)
· Tétis (deusa do mar, e cortejada como esposa por Poseidon e Zeus)
· Prometeu (profetizou que o filho que Tétis viria a ter seria maior que seu pai)
· Aquiles - príncipe de Ftia e líder dos mirmidões; herói e melhor de todos os guerreiros, filho da deusa marinha Tétis e do mortal rei Peleu. Sua ira é o tema central da Ilíada. Vinga a morte do amigo Pátroclo matando Heitor em um duelo um a um.
· Pátroclo – Amigo de Aquiles na Guerra de Troia. Alguns argumentam que há envolvimento íntimo entre Aquiles e Pátroclo, (homossexualismo) o que foi, no entanto, refutado por Sócrates no Diálogo Fedro, citando passagens da Ilíada que dizem que Aquiles e Pátroclo dormiam em leitos separados, cada um com sua respectiva concubina. Pátroclo foi morto por Heitor enquanto fingia ser Aquiles.
· Odisseu – (Ulisses, em latim) Rei de Ítaca, considerado “astuto”, ou “ardiloso”. Freqüentemente faz o papel de embaixador entre Aquiles e Agamémnom. Foi ele que teve a idéia de fazer uma armadilha aos troianos. É o personagem principal de "Odisséia", também atribuído a Homero em que é narrada a volta de Ulisses à Ítaca.
· Calcas Testorídes – Poderoso vidente que guia os aqueus. Foi ele que predisse que a guerra duraria 10 anos, que era preciso devolver Criseida ao pai e muitas outras coisas.
· Ájax, Nestor, Idomeneu – Reis e heróis gregos que comandavam exercitos de seus reinos sob a supervisão de Agamenon.
· Diomedes – Príncipe de Argos, comandava a frota de navios de seu reino. Herói valente que participou ativamente do cerco, pilhagem e do saque a Troia.
do lado dos troianos
· Príamo - rei de Troia, já é idoso, portanto quem comanda a guerra é seu filho Heitor.
· Heitor – Príncipe de Troia, filho de Príamo e irmão de Páris. É o melhor guerreiro troiano, herói valoroso que combate para defender sua cidade e sua família. Líder dos exércitos troianos. Mata Pátroclo em uma batalha achando que ele era Aquiles porque usava a armadura, escudo e espada deste, sem mencionar a semelhança física entre os dois. Aquiles, em um duelo, matará Heitor.
· Páris - Príncipe de Troia, sua fuga com Helena é a causa da guerra. É sua a flecha que finalmente matará Aquiles, acertando-o no calcanhar.
· Enéias – Primo de Heitor e seu principal tenente.
· Helena – Esposa de Páris, antes casada com Menelau e pivô da Guerra de Troia. Com a queda de Troia e a vitória dos gregos, volta a Esparta e para Menelau.
· Andrômaca – Esposa de Heitor, de quem tinha um filho bebê, Astíanax.
· Briseida – Prima de Heitor e Páris, capturada pelos aqueus (gregos), torna-se escrava de Ulisses e acaba se apaixonando por ele, e vice-versa.
AS BATALHAS
No décimo ano do cerco a Troia, portanto, antes do final da guerra, houve um pequeno desentendimento entre as forças dos aqueus (gregos), comandadas por Agamémnom. Ao dividirem os espólios de uma conquista, o comandante aqueu fica, entre outros prêmios, com uma moça chamada Criseida, enquanto que a Aquiles cabe outra bela jovem, Briseida, prima de Heitor e Páris. Criseida era filha de Crises, sacerdote do deus Apolo, e este pede a Agamémnom lhe restitua a filha em troca de um resgate. O chefe aqueu recusa a troca, e o pai ofendido pede ajuda a seu deus. Apolo passa então a castigar os aqueus com a peste. Quando forçado a devolver Criseida ao pai para aplacar o castigo divino, Agamémnom rouba a Aquiles sua Briseida, como forma de compensação. Isso é uma afronta a Aquiles. Este, ofendido, se retira da guerra junto com seus comandados, os valentes Mirmidões. Aquiles pede então a sua divina mãe Tétis que interceda junto a Zeus, rogando-lhe para que favoreça aos troianos, como castigo pela ofensa de Agamémnom. Tétis consegue a promessa de Zeus de que ajudará os troianos, a despeito da preferência de sua esposa, Hera, pelo lado aqueu (lado dos gregos).
Então Zeus manda a Agamémnom, através de Oneiros, (deus dos sonhos) um sonho incitando-o a atacar Tróia sem as forças e ajuda de Aquiles. Agamémnom resolve testar a disposição de seu exército. A tentativa por pouco não termina em revolta generalizada, incitada pelo insolente Tersites. A rebelião só é evitada graças à decisiva intervenção de Odisseu (Ulisses, em latim), que fustiga e castiga Tersites e lembra a profecia de Calcas Testorides de que Tróia cairia apenas no décimo ano do cerco.
Os dois exércitos perfilam-se no campo de batalha, diante de Tróia. Páris, príncipe de Tróia, se adianta, mas logo recua ao ver Menelau, de quem roubara a esposa, episódio esse que veio a causar a guerra. Menelau o insulta e xinga, e Páris responde propondo um duelo entre ambos. Os aqueus respondem com agressões, porém seu irmão Heitor, o maior e mais bravo herói troiano, reitera o desafio, propondo que o destino da guerra seja decidido numa luta entre Menelau (lado dos gregos) e Páris (lado dos troianos). Menelau aceita, exigindo juramento de sangue sobre o pacto de respeitar o resultado do duelo. Enquanto os preparativos são feitos, Helena se junta ao sogro Príamo, rei de Tróia, no alto de uma torre para observar a contenda. Ela apresenta a Príamo os maiores comandantes aqueus, apontando-os.
O duelo tem início e Menelau leva vantagem. Quando está para derrotar Páris, Afrodite intervém e o retira da batalha envolto em névoa, levando-o ao encontro de Helena. Agamémnom declara então que Menelau venceu a disputa e exige a entrega de Helena e pagamento do resgate. Porém Hera e Atena protestam junto a Zeus, pedindo a continuidade da guerra até a destruição de Tróia. Zeus cede em troca da não-intervenção de Hera caso deseje destruir uma cidade protegida por ela. Atena então desce entre as tropas troianas e convence Pândaro, arqueiro troiano, a disparar contra Menelau, ferindo-o e rompendo o pacto com os gregos. O exército troiano avança, e Agamémnom incita os aqueus ao combate. Tem lugar então uma luta violenta, na qual os gregos começam a levar vantagem. Porém Apolo incita aos troianos, lembrando-os que Aquiles não participa da peleja.
Os troianos então avançam, retomando a vantagem sobre os gregos, a despeito dos grandiosos esforços de Diomedes, que, insuflado pela deusa Palas Atena, chega a ferir as deusas Afrodite e Ares, que defendem os troianos. Os gregos por sua vez parecem retomar a vantagem, o que faz com que Heitor então retorne à cidade para pedir a sua mãe que tente acalmar Palas Atenas com oferendas. Após falar com a mãe, encontra-se com sua esposa Andrômaca e seu filho Astiánax em uma torre. O encontro, em que Heitor fala com a esposa e o filho sobre o futuro de ambos é bastante triste, pois Heitor pressente que Tróia cairá. A seguir, convoca seu irmão Páris e voltam à batalha.
Apolo combina com Atena uma trégua na batalha e para consegui-la incitam Heitor a desafiar um herói grego ao duelo. Ajax é o escolhido num sorteio e avança para o combate. O duelo é renhido e prossegue até a noite, quando é interrompido. Os aqueus então aproveitam para recolher seus mortos e preparar um baluarte.
Rompendo a aurora o combate recomeça, porém Zeus proíbe os outros deuses de interferir, enquanto que ele dispara raios dos céus, prejudicando os aqueus. O combate prossegue desastroso para os gregos, que acabam por se recolher ao baluarte ao final do dia. Os troianos acampam por perto, ameaçadores.
Durante a noite Agamémnom se desespera, percebendo que havia sido enganado por Zeus. Porém Diomedes garante que os aqueus têm fibra e ficarão para lutar. Agamémnom acaba por ouvir os conselhos de Nestor, e envia a Aquiles uma embaixada composta por Odisseu, Ajax, dois arautos, além do veterano Fênix presidindo a embaixada, para oferecer presentes e pedir ao herói aqueu que retorne à batalha. Aquiles, porém, ainda irado, não cede.
Agamémnom então envia Odisseu (Ulisses) e Diomedes ao acampamento troiano numa missão de espionagem. Heitor, por sua vez, envia Dólon espionar acampamento aqueu. Dólon é capturado por Odisseu e Diomedes, que extraem informações e o matam. A seguir invadem o acampamento troiano e massacram o rei Reso e doze guerreiros que dormiam, retirando-se de volta para o lado aqueu, onde são recebidos com festa.
Durante o dia o combate é retomado, e os troianos, empurados por Zeus, novamente são superiores. Heitor manda uma grande pedra de encontro a um dos portões e invade o baluarte grego, expulsando-os e os empurrando até as naus, de onde não haveria mais para onde recuar a não ser para o oceano. Há amargo combate, com os aqueus recebendo apoio agora de Poséidon (rei dos mares) enquanto Zeus favorece os troianos, com heróis realizando grandes feitos de ambos os lados.
Hera, então, consegue convencer Hipnos (deus do sono) a adormecer Zeus. Os gregos, acuados terrivelmente, se aproveitam desse momento para recuperar alguma vantagem, e Ajax fere a Heitor. Porém Zeus acorda e, vendo os troianos dispersos e a momentânea vitória grega, reconhece a obra de Hera e a repreende. Hera diz que Poséidon é o único culpado, e Zeus a manda falar com Apolo e Íris para que estes instiguem os troianos novamente à luta. Então Zeus impede Poséidon de continuar interferindo, e os troianos retomam a vantagem. Os maiores heróis aqueus estão feridos.
Pátroclo, vendo o desastre dos aqueus, vai implorar a Aquiles, seu amigo, que o deixe comandar os Mirmidões e se juntar à batalha. Aquiles lhe empresta as armas e armadura e consente que lidere os Mirmidões, mas recomenda que apenas expulse os troianos da frente das naus, e não os persiga. Pátroclo então sai com as armas de Aquiles (incluindo a armadura, o que faz com que aqueus e troianos achassem que Aquiles havia voltado à batalha) e combate os troianos junto às naus. Ao ver fugindo os troianos, Pátroclo desobedece a recomendação de Aquiles e os persegue até diante da cidade. Lá, Heitor, percebendo que é Pátroclo e não Aquiles, o confronta em duelo e acaba por matá-lo.
Há uma disputa pelas armas de Aquiles, e Heitor as ganha, porém Ajax fica com o corpo de Pátroclo. Os troianos então repelem os gregos, que fogem, acossados. Aquiles, ao saber da morte do companheiro, fica terrivelmente abalado, e relata o acontecido a Tétis. Sua mãe promete novas armas para o dia seguinte e vai ao monte Olimpo encomendá-las a Hefestos. Enquanto isso Aquiles vai ao encontro dos troianos que perseguem os aqueus e os detém com seus gritos, permitindo que os gregos cheguem a salvo com o cadáver. A noite interrompe o combate.
Na manhã seguinte Aquiles, de posse das novas armas e reconciliado com Agamémnom, que lhe restituíra Briseida, acossa ferozmente os troianos numa batalha em que Zeus permite que tomem parte todos os deuses. Trucidando diversos heróis, Aquiles termina por empurrar o combate até os portões de Tróia. Lá Heitor, aterrorizado, tenta fugir de Aquiles, que o persegue ao redor da cidade. Por fim Heitor é enganado por Atena, que o convence a se deter e enfrentar o maior herói aqueu. Prevendo a derrota, Heitor pede a Aquiles que seja feito um trato, com o vencedor respeitando o cadáver do vencido, permitindo ao derrotado um enterro digno e funerais adequados. Aquiles, enlouquecido de raiva, grita que não há pacto possível entre presa e predador. O terrível duelo acontece e Aquiles fere mortalmente Heitor na garganta, única parte desprotegida pela armadura. Morrendo, e já moribundo diante de seus entes queridos, que assistiam de dentro das muralhas, Heitor volta a implorar a Aquiles que permita que seu corpo seja devolvido a Tróia para ser devidamente velado. Aquiles, implacável, nega e diz que o corpo de Heitor será pasto de abutres enquanto o de Pátroclo será honrado.
Aquiles amarra o corpo de Heitor pelos pés à sua biga e o arrasta diante da família e depois o traz até o acampamento grego. São feitos os jogos funerais de Pátroclo. Durante a noite, o idoso Príamo vem escondido ao acampamento grego implorrar e suplicar a Aquiles pelo corpo do filho. O seu apelo é tão comovente que Aquiles cede, chorando, com a ira algo arrefecida. Aquiles promete trégua pelo tempo necessário para o adequado funeral de Heitor. Príamo leva o cadáver de seu filho de volta para a cidade, onde são prestadas as honras fúnebres ao príncipe e maior herói de Tróia.
O Cavalo de Tróia, "presente" de gregos.
Prossegue a guerra.
Cecília Meireles
Se não houvesse montanhas!
Se não houvesse paredes!
Se o sonho tecesse malhas
e os braços colhessem redes!
Se a noite e o dia passassem
como nuvens, sem cadeias,
e os instantes da memória
fossem vento nas areias!
Se não houvesse saudade, solidão nem despedida...
Se a vida inteira não fosse, além de breve, perdida!
Eu não tinha cavalo de asas,
que morreu sem ter pascigo
E em labirintos se movem
Os fantasmas que persigo.
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Joyeux Noël les ENFANTS
FELIZ NATAL
Um sonho de Natal
na noite funda
de diferente azul
o olhar da criança
vê o mundo
dum modo especial
tudo é amor e festa ou alegria...
ou deveria ser
porque na palha a criança que nascia
quer fosse um Deus
quer filho da Mulher
na distância dos tampos acendia
uma outra forma de ver
A GUERRA DE TROIA
Helena, de Tróia
O ESTOPIM da GUERRA
A Guerra de Troia eclodiu quando os aqueus (povo que hoje conhecemos como gregos) atacaram a cidade de Troia, buscando vingar o rapto de Helena, esposa de Menelau, rei de Esparta. Menelau é irmão de Agamémnom (rei de Micenas, ou Argos).
Os aqueus compartilhavam uma cultura e língua comuns, mas na época se definiam como vários reinos, e não como um povo e Estado unificado tal qual hoje o conhecemos. É um mito (ou será história?) que data mais ou menos no ano de 1.200 a.C. Troia, cercada durante dez anos pelo rei de Micenas, é finalmente tomada mediante uma ideia espetacular de Ulisses: a introdução, na cidade de Troia, de um cavalo de madeira, oco, recheado por dentro de guerreiros, à guisa de presente, como se quisessem fazer as pazes.
A Ilíada e a Odisseia estão intrinsecamente amarradas e correlacionadas com a Guerra de Troia, sendo um dos episódios que compõem o chamado Ciclo Troiano, de Homero. Não se pode afirmar categoricamente se a Guerra de Troia foi um fato histórico ou se foi um mito, porém, segundo consta, ocorreu por volta de 1200 a.C. no período micênico. Em Troia, notadamente no Helesponto, mitologia e história se mesclam, amarradas se confudem, narradas em uma Odisseia dão uma veracidade ao mito.
Narradas e dramatizadas nos dias de hoje, essas obras seriam uma verdadeira novela com um enredo muito complexo, riqueza de detalhes, mesclado de vários mitos e personagens entrelaçados entre si. Essa grande quantidade de personagens da mitologia grega, poderia causar confusão mental ao leitor moderno, mas não aos ouvintes gregos de então, que estavam acostumados à mitologia grega e aos relatos orais.
Consta que a nereida e deusa do mar Tétis era desejada e cortejada como esposa por Zeus e por seu irmão Poseidon, além de vários outros deuses. Porém, Prometeu, primo de Zeus, um dos pretendentes, rechaçado, aquele que havia dado o fogo aos homens, profetizou que o filho da deusa Tétis, que iria nascer, seria maior que seu pai, vaticínio esse que arrefeceu a pretensão de muitos; então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, intencionando enfraquecer-lhe o filho, que seria apenas um reles humano. O filho de ambos que viria a nascer seria Aquiles, um semideus, herói e o mais poderoso dos guerreiros; porém, era era mortal.
Nascido Aquiles, sua mãe Tétis, visando fortalecer a natureza mortal do filho, mergulhou-o, ainda bebê, nas águas do mitológico rio Estige, rio subterrâneo que corria no Hades (inferno), segurando-o, porém, pelos calcanhares. As águas tornaram o herói invulnerável, de corpo fechado, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurara para o mergulhar no rio (daí a famosa expressão “calcanhar de Aquiles”, significando ponto vulnerável).
Mais tarde, sua mãe profetiza que ele poderá escolher entre dois destinos: lutar em Troia e alcançar a glória eterna e morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, mas sendo logo esquecido. Ele escolheu lutar em Troia.
Abandonado por Tétis, encolerizada com a interferência do pai na educação do filho, Peleu levou então o filho ao centauro Quíron para que o educasse. Com o sábio centauro o jovem Aquiles aprendeu, além das artes guerreiras, a medicina.
Para o casamento de Peleu e Tétis, celebrado no alto do monte Pélion, todos os deuses e deusas do Olimpo foram convidados por Zeus, exceto Éris (deusa da discórdia). Os noivos receberam vários presentes. Poseidon presenteou os noivos com dois cavalos imortais, Bálio e Xanto, capazes também de falar. Na cerimônia de casamento entre Tétis e Peleu, compareceu ofendida, de forma invisível, a deusa Éris a qual deixou à mesa um pomo de ouro (uma fruta de ouro) com a inscrição “à mais bela”. As deusas Hera, Atena e Afrodite disputaram o pomo e o título de “a mais bela mulher do universo”. Para resolver a disputa e o título de "a mais bela", Zeus (o deus chefe do Monte Olimpo) elegeu o príncipe troiano Páris, à época sendo criado ali perto como um pastor e protetor de ovelhas; o deus mensageiro HERMES foi incumbido de levá-las ao monte Ido,
Hermes, o deus mensageiro
(o deus correspondente ao Mercúrio romano, e também era mensageiro, ou intérprete da vontade dos deuses, daí o termo hermenêutica), ali perto de Tróia, onde estava Páris, também conhecido como Alexandre, para que este fizesse o julgamento. Para ganhar o título de “a mais bela”, Atena ofereceu a Páris a sabedoria; para ganhar o título de “a mais bela” Hera ofereceu a Páris o poder na batalha e o domínio de toda a Ásia, e Afrodite, para ganhar o título, ofereceu o amor da mulher mais bela do mundo. Páris, também conhecido como Alexandre, deu o pomo e o título a Afrodite, objetivando assim ganhar o amor da mulher mais bela do mundo; assim agindo, ganhou sua proteção, porém atraiu o ódio das outras duas deusas contra si e contra sua cidade, Troia.
HELENA
E a mulher mais bela do mundo era Helena, filha de Zeus e Leda. Helena possuía diversos pretendentes, que incluiam muitos dos maiores heróis da Hélade. Seu pai adotivo, Tíndaro, hesitava tomar uma decisão em favor de um deles temendo enfurecer os preteridos. Finalmente um dos pretendentes, Odisseu (cujo nome latino era Ulisses), rei de Ítaca, resolveu o impasse propondo que todos os pretendentes jurassem proteger Helena e sua escolha, qualquer que fosse o escolhido. Aquiles apelou aos antigos pretendentes de Helena, lembrando o juramento que haviam feito em face da decisão desta.
Helena então casou-se com Menelau, que se tornou o rei de Esparta. Consta que Helena, quando mocinha, e devido à extraordinária beleza, fora raptada pelo herói Teseu e levada para Atenas; foi resgatada, porém, por Castor e Pólux, seus irmãos. Castor e Pólux eram gêmeos, filhos de Zeus e Leda. Ainda: Helena e Menelau já tinham uma filha de nove anos, de nome Hermione, na época da questão entre as três deusas Hera, Atena e Afrodite.
Quando Páris, príncipe de Troia, foi a Esparta em missão diplomática o rei Menelau o acolheu em sua casa; aconteceu que o rei Menelau teve de viajar até Creta, para participar dos funerais de Catreu, filho de Minos e Pasífae, seu avô por parte de mãe, deixando o hóspede Páris aos cuidados da esposa Helena. Páris enamorou-se de Helena, e vice-versa, tiveram um affair uma paixão avassaladora, e ambos fugiram para Troia, tendo Helena deixado a filha Hermíone para trás. Esse colóquio enfureceu o rei Menelau. Esse rapto e fuga foram a causa da guerra de Troia.
Cumpriu-se a profecia de Afrodite de que Páris teria o amor da mulher mais bela do mundo. Para ir em resgate de sua cunhada Helena, Agamémnom assumiu o comando de um exército de mil barcos e atravessou o Mar Egeu para atacar Troia. As naus gregas desembarcaram na praia próxima a Troia e iniciaram um cerco que duraria 10 anos, custando a vida de muitos heróis, de ambos os lados.
Finalmente, seguindo um estratagema proposto por Odisseu, episódio conhecido como O Cavalo de Troia, os gregos conseguiram invadir a cidade governada por Príamo e terminar a guerra. No final, a flecha de Páris matará Aquiles, acertando-o no calcanhar.
PERSONAGENS
Os deuses e heróis gregos e troianos
A miríade de deuses gregos toma parte ativa na trama, envolvendo-se na batalha e ajudando ambos os lados. Notadamente temos Tétis (mãe de Aquiles) Apolo, Zeus, Hera, Atena, Poséidon, Afrodite, Éris.
do lado dos gregos
· Zeus (deus chefe do Olimpo)
· Helena (filha de Zeus e Leda)
· Tíndaro (pai adotivo de Helena)
· Menelau (rei de Esparta) toma Helena como esposa.
· Agamenon (irmão mais velho de Menelau - Rei de Micenas e comandante supremo dos aqueus na guerra de Troia; sua atitude de tomar a escrava Briseide de Aquiles será o estopim do desentendimento entre eles, narrado n'A Ilíada).
· Poseidon (ou Posídon, deus dos mares)
· Tétis (deusa do mar, e cortejada como esposa por Poseidon e Zeus)
· Prometeu (profetizou que o filho que Tétis viria a ter seria maior que seu pai)
· Aquiles - príncipe de Ftia e líder dos mirmidões; herói e melhor de todos os guerreiros, filho da deusa marinha Tétis e do mortal rei Peleu. Sua ira é o tema central da Ilíada. Vinga a morte do amigo Pátroclo matando Heitor em um duelo um a um.
· Pátroclo – Amigo de Aquiles na Guerra de Troia. Alguns argumentam que há envolvimento íntimo entre Aquiles e Pátroclo, (homossexualismo) o que foi, no entanto, refutado por Sócrates no Diálogo Fedro, citando passagens da Ilíada que dizem que Aquiles e Pátroclo dormiam em leitos separados, cada um com sua respectiva concubina. Pátroclo foi morto por Heitor enquanto fingia ser Aquiles.
· Odisseu – (Ulisses, em latim) Rei de Ítaca, considerado “astuto”, ou “ardiloso”. Freqüentemente faz o papel de embaixador entre Aquiles e Agamémnom. Foi ele que teve a idéia de fazer uma armadilha aos troianos. É o personagem principal de "Odisséia", também atribuído a Homero em que é narrada a volta de Ulisses à Ítaca.
· Calcas Testorídes – Poderoso vidente que guia os aqueus. Foi ele que predisse que a guerra duraria 10 anos, que era preciso devolver Criseida ao pai e muitas outras coisas.
· Ájax, Nestor, Idomeneu – Reis e heróis gregos que comandavam exercitos de seus reinos sob a supervisão de Agamenon.
· Diomedes – Príncipe de Argos, comandava a frota de navios de seu reino. Herói valente que participou ativamente do cerco, pilhagem e do saque a Troia.
do lado dos troianos
· Príamo - rei de Troia, já é idoso, portanto quem comanda a guerra é seu filho Heitor.
· Heitor – Príncipe de Troia, filho de Príamo e irmão de Páris. É o melhor guerreiro troiano, herói valoroso que combate para defender sua cidade e sua família. Líder dos exércitos troianos. Mata Pátroclo em uma batalha achando que ele era Aquiles porque usava a armadura, escudo e espada deste, sem mencionar a semelhança física entre os dois. Aquiles, em um duelo, matará Heitor.
· Páris - Príncipe de Troia, sua fuga com Helena é a causa da guerra. É sua a flecha que finalmente matará Aquiles, acertando-o no calcanhar.
· Enéias – Primo de Heitor e seu principal tenente.
· Helena – Esposa de Páris, antes casada com Menelau e pivô da Guerra de Troia. Com a queda de Troia e a vitória dos gregos, volta a Esparta e para Menelau.
· Andrômaca – Esposa de Heitor, de quem tinha um filho bebê, Astíanax.
· Briseida – Prima de Heitor e Páris, capturada pelos aqueus (gregos), torna-se escrava de Ulisses e acaba se apaixonando por ele, e vice-versa.
AS BATALHAS
No décimo ano do cerco a Troia, portanto, antes do final da guerra, houve um pequeno desentendimento entre as forças dos aqueus (gregos), comandadas por Agamémnom. Ao dividirem os espólios de uma conquista, o comandante aqueu fica, entre outros prêmios, com uma moça chamada Criseida, enquanto que a Aquiles cabe outra bela jovem, Briseida, prima de Heitor e Páris. Criseida era filha de Crises, sacerdote do deus Apolo, e este pede a Agamémnom lhe restitua a filha em troca de um resgate. O chefe aqueu recusa a troca, e o pai ofendido pede ajuda a seu deus. Apolo passa então a castigar os aqueus com a peste. Quando forçado a devolver Criseida ao pai para aplacar o castigo divino, Agamémnom rouba a Aquiles sua Briseida, como forma de compensação. Isso é uma afronta a Aquiles. Este, ofendido, se retira da guerra junto com seus comandados, os valentes Mirmidões. Aquiles pede então a sua divina mãe Tétis que interceda junto a Zeus, rogando-lhe para que favoreça aos troianos, como castigo pela ofensa de Agamémnom. Tétis consegue a promessa de Zeus de que ajudará os troianos, a despeito da preferência de sua esposa, Hera, pelo lado aqueu (lado dos gregos).
Então Zeus manda a Agamémnom, através de Oneiros, (deus dos sonhos) um sonho incitando-o a atacar Tróia sem as forças e ajuda de Aquiles. Agamémnom resolve testar a disposição de seu exército. A tentativa por pouco não termina em revolta generalizada, incitada pelo insolente Tersites. A rebelião só é evitada graças à decisiva intervenção de Odisseu (Ulisses, em latim), que fustiga e castiga Tersites e lembra a profecia de Calcas Testorides de que Tróia cairia apenas no décimo ano do cerco.
Os dois exércitos perfilam-se no campo de batalha, diante de Tróia. Páris, príncipe de Tróia, se adianta, mas logo recua ao ver Menelau, de quem roubara a esposa, episódio esse que veio a causar a guerra. Menelau o insulta e xinga, e Páris responde propondo um duelo entre ambos. Os aqueus respondem com agressões, porém seu irmão Heitor, o maior e mais bravo herói troiano, reitera o desafio, propondo que o destino da guerra seja decidido numa luta entre Menelau (lado dos gregos) e Páris (lado dos troianos). Menelau aceita, exigindo juramento de sangue sobre o pacto de respeitar o resultado do duelo. Enquanto os preparativos são feitos, Helena se junta ao sogro Príamo, rei de Tróia, no alto de uma torre para observar a contenda. Ela apresenta a Príamo os maiores comandantes aqueus, apontando-os.
O duelo tem início e Menelau leva vantagem. Quando está para derrotar Páris, Afrodite intervém e o retira da batalha envolto em névoa, levando-o ao encontro de Helena. Agamémnom declara então que Menelau venceu a disputa e exige a entrega de Helena e pagamento do resgate. Porém Hera e Atena protestam junto a Zeus, pedindo a continuidade da guerra até a destruição de Tróia. Zeus cede em troca da não-intervenção de Hera caso deseje destruir uma cidade protegida por ela. Atena então desce entre as tropas troianas e convence Pândaro, arqueiro troiano, a disparar contra Menelau, ferindo-o e rompendo o pacto com os gregos. O exército troiano avança, e Agamémnom incita os aqueus ao combate. Tem lugar então uma luta violenta, na qual os gregos começam a levar vantagem. Porém Apolo incita aos troianos, lembrando-os que Aquiles não participa da peleja.
Os troianos então avançam, retomando a vantagem sobre os gregos, a despeito dos grandiosos esforços de Diomedes, que, insuflado pela deusa Palas Atena, chega a ferir as deusas Afrodite e Ares, que defendem os troianos. Os gregos por sua vez parecem retomar a vantagem, o que faz com que Heitor então retorne à cidade para pedir a sua mãe que tente acalmar Palas Atenas com oferendas. Após falar com a mãe, encontra-se com sua esposa Andrômaca e seu filho Astiánax em uma torre. O encontro, em que Heitor fala com a esposa e o filho sobre o futuro de ambos é bastante triste, pois Heitor pressente que Tróia cairá. A seguir, convoca seu irmão Páris e voltam à batalha.
Apolo combina com Atena uma trégua na batalha e para consegui-la incitam Heitor a desafiar um herói grego ao duelo. Ajax é o escolhido num sorteio e avança para o combate. O duelo é renhido e prossegue até a noite, quando é interrompido. Os aqueus então aproveitam para recolher seus mortos e preparar um baluarte.
Rompendo a aurora o combate recomeça, porém Zeus proíbe os outros deuses de interferir, enquanto que ele dispara raios dos céus, prejudicando os aqueus. O combate prossegue desastroso para os gregos, que acabam por se recolher ao baluarte ao final do dia. Os troianos acampam por perto, ameaçadores.
Durante a noite Agamémnom se desespera, percebendo que havia sido enganado por Zeus. Porém Diomedes garante que os aqueus têm fibra e ficarão para lutar. Agamémnom acaba por ouvir os conselhos de Nestor, e envia a Aquiles uma embaixada composta por Odisseu, Ajax, dois arautos, além do veterano Fênix presidindo a embaixada, para oferecer presentes e pedir ao herói aqueu que retorne à batalha. Aquiles, porém, ainda irado, não cede.
Agamémnom então envia Odisseu (Ulisses) e Diomedes ao acampamento troiano numa missão de espionagem. Heitor, por sua vez, envia Dólon espionar acampamento aqueu. Dólon é capturado por Odisseu e Diomedes, que extraem informações e o matam. A seguir invadem o acampamento troiano e massacram o rei Reso e doze guerreiros que dormiam, retirando-se de volta para o lado aqueu, onde são recebidos com festa.
Durante o dia o combate é retomado, e os troianos, empurados por Zeus, novamente são superiores. Heitor manda uma grande pedra de encontro a um dos portões e invade o baluarte grego, expulsando-os e os empurrando até as naus, de onde não haveria mais para onde recuar a não ser para o oceano. Há amargo combate, com os aqueus recebendo apoio agora de Poséidon (rei dos mares) enquanto Zeus favorece os troianos, com heróis realizando grandes feitos de ambos os lados.
Hera, então, consegue convencer Hipnos (deus do sono) a adormecer Zeus. Os gregos, acuados terrivelmente, se aproveitam desse momento para recuperar alguma vantagem, e Ajax fere a Heitor. Porém Zeus acorda e, vendo os troianos dispersos e a momentânea vitória grega, reconhece a obra de Hera e a repreende. Hera diz que Poséidon é o único culpado, e Zeus a manda falar com Apolo e Íris para que estes instiguem os troianos novamente à luta. Então Zeus impede Poséidon de continuar interferindo, e os troianos retomam a vantagem. Os maiores heróis aqueus estão feridos.
Pátroclo, vendo o desastre dos aqueus, vai implorar a Aquiles, seu amigo, que o deixe comandar os Mirmidões e se juntar à batalha. Aquiles lhe empresta as armas e armadura e consente que lidere os Mirmidões, mas recomenda que apenas expulse os troianos da frente das naus, e não os persiga. Pátroclo então sai com as armas de Aquiles (incluindo a armadura, o que faz com que aqueus e troianos achassem que Aquiles havia voltado à batalha) e combate os troianos junto às naus. Ao ver fugindo os troianos, Pátroclo desobedece a recomendação de Aquiles e os persegue até diante da cidade. Lá, Heitor, percebendo que é Pátroclo e não Aquiles, o confronta em duelo e acaba por matá-lo.
Há uma disputa pelas armas de Aquiles, e Heitor as ganha, porém Ajax fica com o corpo de Pátroclo. Os troianos então repelem os gregos, que fogem, acossados. Aquiles, ao saber da morte do companheiro, fica terrivelmente abalado, e relata o acontecido a Tétis. Sua mãe promete novas armas para o dia seguinte e vai ao monte Olimpo encomendá-las a Hefestos. Enquanto isso Aquiles vai ao encontro dos troianos que perseguem os aqueus e os detém com seus gritos, permitindo que os gregos cheguem a salvo com o cadáver. A noite interrompe o combate.
Na manhã seguinte Aquiles, de posse das novas armas e reconciliado com Agamémnom, que lhe restituíra Briseida, acossa ferozmente os troianos numa batalha em que Zeus permite que tomem parte todos os deuses. Trucidando diversos heróis, Aquiles termina por empurrar o combate até os portões de Tróia. Lá Heitor, aterrorizado, tenta fugir de Aquiles, que o persegue ao redor da cidade. Por fim Heitor é enganado por Atena, que o convence a se deter e enfrentar o maior herói aqueu. Prevendo a derrota, Heitor pede a Aquiles que seja feito um trato, com o vencedor respeitando o cadáver do vencido, permitindo ao derrotado um enterro digno e funerais adequados. Aquiles, enlouquecido de raiva, grita que não há pacto possível entre presa e predador. O terrível duelo acontece e Aquiles fere mortalmente Heitor na garganta, única parte desprotegida pela armadura. Morrendo, e já moribundo diante de seus entes queridos, que assistiam de dentro das muralhas, Heitor volta a implorar a Aquiles que permita que seu corpo seja devolvido a Tróia para ser devidamente velado. Aquiles, implacável, nega e diz que o corpo de Heitor será pasto de abutres enquanto o de Pátroclo será honrado.
Aquiles amarra o corpo de Heitor pelos pés à sua biga e o arrasta diante da família e depois o traz até o acampamento grego. São feitos os jogos funerais de Pátroclo. Durante a noite, o idoso Príamo vem escondido ao acampamento grego implorrar e suplicar a Aquiles pelo corpo do filho. O seu apelo é tão comovente que Aquiles cede, chorando, com a ira algo arrefecida. Aquiles promete trégua pelo tempo necessário para o adequado funeral de Heitor. Príamo leva o cadáver de seu filho de volta para a cidade, onde são prestadas as honras fúnebres ao príncipe e maior herói de Tróia.
O Cavalo de Tróia, "presente" de gregos.
Prossegue a guerra.
| Accueil Mythologie | LA GUERRE DE TROIE |
Homère l'a décrite dans l'Iliade. Elle est immédiatement antérieure à l'Odyssée. La guerre de Troie a duré dix ans, mais l'Iliade décrit plus particulièrement la dernière année et le combat décisif de Achille contre Hector. La guerre est déclarée lorsque Pâris, fils de Priam le roi de Troie, enlève Hélène, la femme de Ménélas roi de Sparte. Mais les éléments déclencheurs étaient déjà en place depuis longtemps... Depuis le mariage de la Néréide Thétis et de Pelée le roi de Phtie... Ménélas fait jouer ses alliances avec les autres rois Achéens, et sous la conduite du plus puissant d'entre eux, Agamemnon roi de Mycènes, ils réunissent une flotte puissante et partent vers Troie pour ramener Hélène. | ![]() |
Les (vraies) raisons de la guerre de Troie |
"Grâce à sa position stratégique à l'entrée du détroit des Dardanelles, Troie contrôlait l'accès à la mer noire pour les bateaux, et le passage par voie de terre entre ce qui allait devenir l'Europe et ce qui était déjà l'Asie. Cette position privilégiée attisait les colères et les jalousies des royaumes voisins, et explique les nombreuses guerres qu'elle a subies." Voilà ce que prétendent les cuistres totalement dénués de romantisme. Ces fâcheux personnages analysent tous les évènements du passé à travers le prisme déformant de leur vision politico-économique moderne, en occultant complètement le coté romantique et flamboyant de l'épopée. Voici, résumée, la véritable raison de la guerre de Troie : |
![]() Héra | Premier épisode : Priam, roi de Troie, eut de son mariage avec Hécube cinquante fils, tous beaux et forts (à l'époque la pilule n'existait pas encore, et les préservatifs étaient faits au crochet). Mais le plus beau et le plus fort de tous, Pâris, (Paris sera toujours Paris...) était berger sur le mont Ida. Sa naissance n'avait pas eu lieu sous de bons auspices... Alors qu'elle était enceinte de Pâris, Hécube rêva que toute la ville était en train de brûler. Les devins convoqués par Priam à son réveil, lui annoncèrent que le rêve était prémonitoire, et que probablement l'enfant à naître serait la cause de la destruction de la ville. Priam décida de sacrifier l'enfant pour sauver Troie. Après sa naissance, il demanda à un berger se nommant Agélaos d'emmener le bébé en haut du mont Ida et de l'y abandonner à son destin. Mais quelques jours plus tard Agélaos vit qu'une ourse venait allaiter le bébé. Pris de remords il le ramena chez lui et, avec sa femme, ils l'élevèrent comme leur fils. Ainsi, Pâris croyait être le fils d'Agélaos, et Priam pensait que Pâris était mort. (un de perdu, 49 de retrouvés...) Pas très loin de la demeure d'Agélaos, sur les pentes de l'Ida, vivait une jeune fille superbe qui s'appeler Oenone. Lorsque le beau Pâris rencontra la belle Oenone, ils tombèrent amoureux l'un de l'autre et vécurent heureux ensemble.... un certain temps. (Bon jusqu'à présent ça fait roman à l'eau de rose de série Z, mais ça va changer) |
Deuxième épisode : Pendant que Pâris et Oenone folâtraient joyeusement dans les prés, on célébrait les noces de Thétis la déesse et de Pelée roi de Phtie. Tous les dieux de l'Olympe y étaient invités... Tous ? pas vraiment... Eris, déesse de la discorde, réputée pour semer la zizanie dans tous les rassemblements, n'avait pas été invitée. Vexée, celle-ci vint quand même et pour se venger de l'affront, lança sans se faire voir au milieu de la noce, une pomme d'or sur laquelle elle avait écrit : " A la plus belle". Pallas Athéna, Héra et Aphrodite se disputèrent la pomme, chacune pensant la mériter plus que les autres. Pour les départager, Zeus décida que ce jugement serait rendu par un mortel. Il demanda à Hermès de conduire les trois déesses sur le mont Ida, où le jugement fut confié à Pâris. (et c'est là que les emmerdements commencèrent) Troisième épisode : Les trois déesses essayèrent à tour de rôle d'influencer le jugement de Pâris. Pallas Athéna déesse de la guerre, lui promit force et vaillance guerrière, Héra épouse de Zeus, lui apprit qui il était réellement, et lui promit puissance et richesse, tandis qu'Aphrodite déesse de l'amour lui promit l'amour d'Hélène, la plus belle des mortelles. Pâris, tenté par la proposition d'Aphrodite, lui offrit la pomme de discorde, s'attirant, par ce geste, l'inimitié des deux autres déesses. | ![]() Pallas Athéna |
![]() Aphrodite | Quatrième épisode : Pâris sachant à présent, qu'il est un des fils de Priam se rend à Troie pour participer aux jeux et remporte toutes les épreuves. Il se fait alors connaître de son père qui est content de le retrouver si beau et si fort. Il peut désormais habiter le palais. En allant chercher Hésione chez Télamon, sur les ordres de Priam, il entend sur le chemin tout le monde vanter la beauté d'Hélène. La promesse d'Aphrodite lui revient alors en mémoire. Alors qu'Hésione, finalement heureuse avec Télamon, refuse de le suivre, il va à Sparte où, malgré le bon accueil qu'il reçoit, il profite de l'absence de Ménélas pour enlever Hélène, envoûtée par Aphrodite à cet effet, et l'emmener à Troie. Lorsque Pâris arrive à Troie avec Hélène, tout le monde admire sa beauté et Priam l'accueille comme sa fille. Seule Cassandre prédit qu'elle causera la ruine de la ville, mais elle ne sera pas entendue. Cinquième épisode : Ménélas revenant à Sparte apprend l'enlèvement de sa femme. Il va alors voir son frère Agamemnon, roi de Mycènes, Nestor, roi de Pylos, Diomède roi d'Argos, Ulysse roi d'Ithaque, ainsi que Achille et Philoctète. Tous lui promettent leur soutien pour récupérer Hélène. Ulysse propose à Ménélas d'aller à Troie avec lui pour essayer de récupérer Hélène par la négociation. Peine perdue, les Troyens, subjugués par sa beauté, ne veulent pas la rendre. La guerre est inévitable. |
Sixième et dernier épisode : A Aulis, la puissante flotte des Achéens est prête à lever l'ancre depuis longtemps, mais les vents sont contraires. Ulysse va chercher le devin Calchas, afin que celui-ci conseille le chef de l'expédition Agamemnon, pour apaiser la colère des dieux et leur envoyer un vent favorable. Calchas après une longue hésitation lui dit qu'il doit sacrifier sa fille, Iphigénie sur l'autel de la déesse Artémis. Iphigénie elle même accepte le sacrifice, mais au dernier moment la déesse Artémis emporte Iphigénie et la remplace par une biche sur l'autel du sacrifice. Iphigénie ne sera pas tuée, mais disparaîtra, enlevée au dernier moment par Artémis. (Ce qui vaudra à Agamemnon une petite crise conjugale avec sa femme Clytemnestre pour sa responsabilité dans cette affaire, mais ça, c'est une autre histoire.) Le bon vent se lève, et la flotte peut enfin partir pour Troie. | ![]() Paris enlevant Hélène |
LA GUERRE |
![]() Achille pleurant devant le cadavre de Patrocle | Le siège de la ville durera dix ans. L'Iliade raconte la dernière année de la guerre et le combat décisif entre Hector le Troyen et le héros Grec Achille. Les Grecs n'arrivent pas à prendre l'avantage. De plus Achille, le héros invincible, boude dans sa tente et refuse d'aller au combat parce que Agamemnon, le chef de l'expédition lui a pris Briséis sa captive. Les Grecs et les Troyens lassés par ses années de guerre, essaient de mettre fin au conflit par un combat singulier entre les deux soupirants d'Hélène ; Pâris et Ménélas. Au moment ou Ménélas prend le dessus et s'apprête à tuer Pâris, Aphrodite, pour protéger celui-ci, l'enlève dans un nuage et le met à l'abri. La guerre continue donc par la volonté des dieux. |
Les troyens, menés par Hector font une sortie et donnent l'assaut au camp Grec. Ils incendient leur flotte et prennent l'avantage en tuant beaucoup de guerriers grecs, dont Patrocle, le meilleur ami d'Achille. lorsque Achille apprend la nouvelle, désespéré et furieux il se lance dans la bataille et parvient, après une longue poursuite à tuer Hector dont il traîne le corps, attaché à son char, autour du tombeau de Patrocle pendant plusieurs jours. Priam, roi de Troie et père d'Hector, vient prier Achille de lui rendre le corps de son fils afin de lui donner une sépulture. Achille accepte. Homère termine l'Iliade sur les funérailles d'Hector. | ![]() Priam implorant Achille de lui rendre le corps de son fils Hector |
![]() | La prise de la ville grâce au cheval de Troie, que survole à peine Homère, est décrite plus tard, par Virgile dans l'Énéide : Le rusé Ulysse a l'idée de construire un grand cheval creux dans lequel pourront se cacher plusieurs soldats. Les grecs font semblant de partir avec leur bateaux abandonnant le cheval (farci) sur le rivage, mais l'escadre se dissimule derrière l'île de Ténédos, proche de Troie. Les Troyens veulent d'abord brûler le cheval sur le rivage, mais un traître les incite à faire entrer le cheval dans la ville comme trophée de guerre. Seul le prêtre troyen Laocoon s'oppose à cette idée," timeo danaos et dona ferentes" (je crains les Grecs, même quand ils font des offrandes) mais il est étouffé par deux énormes serpents sortis de la mer, envoyés par Poséidon. ( qui avait la rancune tenace. Il en voulait aux Troyens à cause de Laomédon, le père de Priam pour un petit différent d'ordre financier.) Les Troyens font alors entrer le cheval dans lequel sont dissimulés Ulysse et quelques compagnons. |
Dans la nuit, les guerriers Grecs en sortent discrètement et vont ouvrir les portes de la cité à leurs compatriotes revenus en silence de l'île de Ténédos. La ville est alors prise et saccagée et Priam est égorgé. |
O POMO DA DISCÓRDIA
AQUI
Poema
Cavalo do tempo
A trotar ponteiros
Quem sabe o momento
Dos tempos primeiros.
Quem trepa no dia
A sombra que foi
Na luz fugidia
Do tempo que dói.
Quem rasga o segredo
Da velha morada
Que abriga do medo
Que abriga do nada
Quem sabe o murmúrio
Que o tempo nos traz
Do fundo do era
De guerra ou de paz
Quem sabe o segredo
Na voz que se oculta
Entre o arvoredo
Da mente longínqua
A soletrar medo
Na névoa fecunda
Em densos mistérios
sobre a terra funda.
Cavalo do tempo
Picado nas horas
O teu movimento
A servir de esporas.
Cavalo, cavalo
Que não tem partida
Pró tempo a negá-lo
Na hora vencida
Cavalo, cavalo
À porta da vida..
Marília Gonçalves
Poema
Cavalos do deserto
de claro azul
ondula o movimento
pedaço de céu
desmonta a nuvem
acompanha o galope
depois no indescritível da paisagem
poesia rude tela
belo o azul límpido declama.
Marília Gonçalves
AQUI
![]() |
| O Julgamento de Páris, de Rubens - 1639 - Museu do Prado - Madri |
Cavalo do tempo
A trotar ponteiros
Quem sabe o momento
Dos tempos primeiros.
Quem trepa no dia
A sombra que foi
Na luz fugidia
Do tempo que dói.
Quem rasga o segredo
Da velha morada
Que abriga do medo
Que abriga do nada
Quem sabe o murmúrio
Que o tempo nos traz
Do fundo do era
De guerra ou de paz
Quem sabe o segredo
Na voz que se oculta
Entre o arvoredo
Da mente longínqua
A soletrar medo
Na névoa fecunda
Em densos mistérios
sobre a terra funda.
Cavalo do tempo
Picado nas horas
O teu movimento
A servir de esporas.
Cavalo, cavalo
Que não tem partida
Pró tempo a negá-lo
Na hora vencida
Cavalo, cavalo
À porta da vida..
Marília Gonçalves
Poema
Cavalos do deserto
de claro azul
ondula o movimento
pedaço de céu
desmonta a nuvem
acompanha o galope
depois no indescritível da paisagem
poesia rude tela
belo o azul límpido declama.
Marília Gonçalves














































Amigos e Amigas que me visitem, comecei há pouco a montar, passo o meu primeiro exame de equitação no final do ano lectivo, aceito conselhos de todos os conhecedores e Cavaleiros
ResponderEliminaradoro Cavalos com uma paixão que em mim é muito portuguesa, pelo nosso Lusitano!
mas gosto dos cavalos em geral e de todos os animais, tenho uma cadelinha cocker "a Artista" e tenho uma gata linda "a Laili"
nasci numa família sempre com cães e gatos e um quintal onde esvoaçam muitos passarinhos de espécies variadas, no bom tempo, quando o sol nos sorri, são os passarinhos que nos acordam livres a cantar!
Katia e avózinha ( a Marília dos poemas)
Nota dos pais da Katia
ResponderEliminarolá a quem nos ler
a Katia é uma menina com dez anos, bailarina desde os quatro, o seu amor à dança tem sido recompensado pelo reconhecimento do seu trabalho, por quantos professores tem tido nos seus estágios e aulas de dança no decorrer do ano lectivo
o rendimento escolar é o de uma muito boa aluna com notas de 18 e 20 sucessivos
Porque não se poupa a esforços e é trabalhadora, no trabalho que lhe compete "estudos e dança" pensámos que a equitação, é um bom complemento de exercício, este ao ar livre e que além do mais corresponde a paixão que a Katia tem pelos cavalos como animais.
Como todo o esforço merece recompensa a Katia tem na equitação a recompensa de muitos anos de trabalho numa vida ainda tão novinha.
a mãe e o pai da Katia
So uma palavrinha... Adoro-te...
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