Monto cavalos de prata
Monto cavalos de vento

Marília Gonçalves

Katia 2

sobre cavalos


“Carregando um príncipe ou um camponês,
um cavalo é sempre o mesmo.”
Provérbio grego

“Um cavalo sem cavaleiro continua cavalo,
Um cavaleiro sem cavalo é apenas uma pessoa.”
      (origem incerta) 

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A equitação é uma actividade desportiva que exige uma significativa variação do trabalho muscular do cavaleiro, pois em cada modalidade, tipo de prova e a cada instante da acção, no ato de montar, ocorre determinada solicitação motora. Quando praticamos a arte equestre, comprovamos que uma boa posição do cavaleiro é muito importante no desempenho do conjunto, uma vez que a posição precede a acção. Um cavaleiro que não possui um bom condicionamento físico certamente não vai conseguir manter uma boa posição à cavalo, isso porque ele terá um desgaste prematuro. Assim, a fim de abranger de forma mais completa o assunto, e na intenção de compreender como ocorrem as diversas formas de expressão motora da anatomia humana, analisaremos os esforços realizados pelo corpo do cavaleiro, considerando os seguintes segmentos corporais:
  1. Cabeça e Pescoço
  2. Tronco
  3. Membros superiores
  4. Punhos e Mãos
  5. Quadril
  6. Coxas
  7. Pernas
  8. Joelhos
  9. Tornozelos e Pés 
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T = Perímetro Torácico
A = Altura tomada da cernelha


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Equilíbrio e Posição a Cavalo


 

Equilíbrio e Posição a Cavalo
A posição clássica do corpo é a base da eficiência a cavalo. Infelizmente, "posição" é muitas vezes explicada sob o ponto de vista da imobilidade, descrevendo um cavaleiro montado num cavalo, que, obviamente, está parado. Este não está a puxar ou a tentar recuar ou em qualquer outra atitude.
 Na verdade, esta situação é rara. A discussão sobre "posição" é, na maior parte das vezes, reduzida ao aspecto estética. A dúvida é: "Qual vem primeiro, a estética ou o correcto posicionamento do corpo para permitir a correcta utilização das ajudas, criando equilíbrio e controle?"
Há um padrão para a "posição" o qual, se for correctamente observado, faz com que o uso das ajudas seja eficiente, confortável e fácil para o cavalo as entender. Mas, tem de ser observado correctamente, reconhecendo todas as graduações que isso implica. Se não, o esforço para manter uma posição correcta funcionará como elemento inibidor e torna-se uma desvantagem.
Para compreender "posição" é importante compreender o funcionamento do corpo. O corpo do cavaleiro pode ser dividido em quatro elementos básicos – porção inferior da perna, base de suporte, corpo superior e equilíbrio. Cada um destes elementos actua com um fim específico. Se colocados e usados correctamente, serão bem sucedidos na execução das suas funções. Nisto se resume "posição".
Uma vez que o que estamos a tentar obter é equilíbrio e controle, vamos começar com o equilíbrio. É o equilíbrio que nos mantém direitos. Evita que se caia quando se tropeça. Diz às partes do corpo como se devem mover de modo a que as acções combinadas criem um resultado equilibrado. Passar da posição sentada para a de pé, seria um feito monumental, se não tivéssemos equilíbrio.



Equilíbrio e Posição a Cavalo
Andar, seria demasiado assustador. Teríamos de gatinhar de um lado para o outro. E a cavalo o equilíbrio tem que funcionar para dois. O cavalo é soberbamente capaz de utilizar o seu próprio equilíbrio. Mas, só o usará para fazer coisas que tenciona fazer. Muitas vezes (a maior parte das vezes com um cavalo inexperiente) este não tem a mais pequena intenção de fazer o que nós pretendemos que ele faça. O seu equilíbrio não o manterá equilibrado durante esses movimentos. De facto, poderá usá-lo para o ajudar a fugir em vez de obedecer e fazer o que queremos que ele faça.
Embora seja totalmente rotineiro usar o equilíbrio quando se está no chão firme, não é rotineiro quando dele se necessita noutras situações. Dar um passo dum cais para dentro dum bote não é rotina para a maioria das pessoas. Algumas pessoas têm dificuldades em dar o passo para entrar numa escada rolante. O uso do equilíbrio pode também não ser natural para o cavaleiro. Neste caso, pode ser desenvolvido.
Os olhos podem ser considerados quase como sinónimos de equilíbrio. Equilíbrio é uma função do cérebro. A cerebelo é responsável pelo equilíbrio, manutenção do tónus muscular e coordenação dos músculos.
Funciona também como auxiliar na coordenação dos sentidos da vista, ouvido e tacto. O equilíbrio funciona com base nas informações acumuladas pelos seus órgãos sensoriais. Embora o ouvido médio seja o que mais contribui, os olhos proporcionam a fonte mais eficiente de informações ao cavaleiro. O equilíbrio do cavaleiro usa essas informações para tomar a decisão equilibrada para o cavaleiro e o cavalo.




Link: Imagem A - Cavaleiro sentado sobre o centro de gravidade ou tentando aproximar-se dele.

Equilíbrio e Posição a Cavalo
A base de suporte é composta pelas nádegas, coxas e joelhos. A sua função é manter o cavaleiro montado. Deve aderir ao cavalo e permanecer inabalável. Ao mesmo tempo, deve ser flexível e sensível ao movimento do cavalo. E isto não é fácil. O problema é conseguir que trabalhem os músculos correctos. Estes são os músculos adutores das coxas. São os fortes músculos que descem da parte interior das coxas até aos joelhos. 


Infelizmente, não usamos muito estes músculos noutras actividades. Ao andarmos sobre um piso escorregadio e se escorregarmos, notaremos que eles se esforçam para manter as pernas sem deslizarem para o lado de fora. Os adutores usam a sua ligação à pélvis como a alavanca de que precisam para puxar as pernas para dentro na direcção do cavalo. A base de suporte actua como o ponto fulcral para os movimentos da parte inferior da perna e a parte superior do corpo.
As coxas devem pousar rasas contra a sela. Os joelhos devem virar para fora apenas o suficiente para se poderem acomodar à largura do cavalo e da sela. O contacto deve estender-se ao longo do fémur até à borda da parte posterior/interior da cabeça da tíbia. Não se admirem se sentirem bastante pressão na parte interior dos joelhos. Não existe maneira de apertar o interior da coxa e magicamente não haver pressão contra o joelho. O fémur não pode dobrar. No entanto, se a pressão se move para a frente da cabeça da tíbia, transforma-se num tormento para o joelho. Isto pode fazer com que o corpo se mova para a frente, deslocando-se o peso do cavaleiro para os dedos dos pés colocando o corpo numa posição muito segura.
A parte inferior da perna é composta por todas as áreas abaixo do joelho. A sua função é suportar e absorver qualquer embate. Actua também como “acelerador”. A parte inferior da perna deve manter o contacto com o cavalo de modo que a parte de dentro da barriga da perna (não de trás) assente no cavalo. Com a base de suporte agarrada ao cavalo pelos músculos adutores, os joelhos podem livre e espontaneamente dobrar para trás a perna inferior. Isso coloca sempre os calcanhares por baixo do centro de gravidade do cavaleiro.
O centro de gravidade desloca-se quando o corpo do cavaleiro e do cavalo se desloca, e quando é exercida pressão nas mãos do cavaleiro. Assim, não há uma só posição da perna para todas as ocasiões. Contudo, há uma regra prática para a localização da posição inferior da perna. Imaginemos um fio-de-prumo (uma linha que cai sempre a direito no sentido da atracção da gravidade) que cai da barra do estribo da sua sela.
Na maior parte das vezes o loro deve estar nesse alinhamento. Mas ajustando-o ligeiramente para a frente pode ser muito útil se for feito no momento certo.




Link: A posição B é a causa de 80% de todos os acidentes a cavalo.

  1. Equilíbrio e Posição a Cavalo
  2. Para se acomodar à largura do cavalo, o cavaleiro tem de abrir ligeiramente os joelhos. Em consequência, os dedos dos pés viram-se para fora mas isto não deve ultrapassar os cerca de 15 graus. Não é necessário virar mais. Se os dedos se viram mais, fará com que a base de suporte não cumpra as suas funções correctamente. Se os dedos virarem significativamente mais do que isso, o tronco desloca-se e usa o tornozelo e os músculos da barriga da perna para se manter equilibrado. Assim, todas as vezes que fechar as pernas como segurança, está a pisar no "acelerador" e cria também outros problemas.
  3. Para as pernas serem simultaneamente firmes e elásticas, tem que se isolar os controles. Enquanto os músculos adutores da coxa se apresentam firmemente para o cavaleiro se segurar, os joelhos e tornozelos devem permanecer elásticos. Isto 
  4. dá à parte inferior da perna a independência de que precisa
  5. para colocar os calcanhares sob o centro de gravidade 
  6. em todas as circunstâncias. Os grupos de músculos 
  7. que controlam estes movimentos, são diferentes. 
  8. Mas coordená-los de maneira a que, quando aperta um, 
  9. o outro continua elástico, não é fácil. A separação dos dois 
  10. é importante para o equilíbrio. Se se concentrar 
  11. em fazê-lo correctamente, ficará surpreendido 
  12. com a sua capacidade. Uma vez que o possa fazer
  13. conscientemente, será fácil tornar-se num hábito.
  14. Embora o cavaleiro esteja em movimento no cavalo
  15. , sob o ponto de vista dos pés, está parado.
  16. Quando o cavaleiro está montado, os pés devem trabalhar
  17. como se estivessem no chão. Grande parte do tempo
  18. os pés suportam uma boa porção do seu peso. 
  19. Quando se está de pé no chão, os calcanhares s
  20. uportam o peso do corpo. Devem fazer o mesmo quando
  21. se está montado. Mas não é natural...Estamos a ludibriar 
  22. o equilíbrio quando colocamos os estribos na frente do pé
  23. em vez de os pôr nos calcanhares. Se os estribos
  24. fossem colocados nos calcanhares seria muito mais fácil.
  25. Todavia, perder-se-ia grande parte da elasticidade
  26. e de absorção de choque.
  27. Os tornozelos são articulações muito flexíveis
  28. e fazem com que os calcanhares descaiam consideravelmente
  29. abaixo da planta do pé. A força da gravidade puxa-os para baixo.
  30. O que evita que eles caíam é a pressão que a planta do pé exerce
  31. empurrando para baixo os estribos. Afim de baixar o calcanhar
  32. tem que se dobrar o pé, (levantar a frente do pé). Este movimento
  33. é complexo, e inicialmente é por vezes junto desconfortável.
  34. É mais fácil procurar outra maneira de dobrar os tornozelos. 
  35. Mas qualquer outra maneira é fraca e não resulta.
  36. Os músculos que dobram o pé estão localizados
  37. na parte da frente da tíbia. Quando os usar para levantar
  38. a frente do pé assegure-se de que o levanta a direito sobre
  39. a planta do pé no seu todo e não apenas sobre o dedo grande
  40. ou sobre o dedo pequeno. Para a máxima flexibilidade 
  41. e estabilidade, deve-se também flectir os tornozelos
  42. revirando os pés de modo a que as plantas dos pés 
  43. fiquem ligeiramente viradas para fora. Mas ao fazer isto
  44. não deve virar os dedos dos pés para fora. 
  45. Se for feito correctamente, isto permite dar aos tornozelo
  46. s uma posição natural e elástica e faz com que os pés
  47. assentem com segurança nos estribos. 
  48. Ajuda a que se obtenha o óptimo comprimento dos estribos.
  49. Para se determinar o comprimento correcto dos estribos, 
  50. retiram-se ambos os pés dos estribos
  51. deixando-os confortavelmente pendurados. 
  52. Sem olhar para baixo, a plataforma dos estribos
  53. deve tocar ligeiramente nos pés abaixo dos tornozelos.




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  56. ANDAMENTOS
  57. Os cavalos têm três andamentos: o passo, o trote e o galope.
  58. Todos estes andamentos têm ‘tempos’ diferentes 
  59. que podes definir ao reparares 
  60. na forma como o cavalo se desloca.
    O passo tem quatro tempos, 
  61. o trote dois tempos e o galope três.
    O galope pode ainda ser
  62. o galope normal (a 3 tempos) 
  63. e o galope de corrida 
  64. que é a quatro tempos.
  65.  

    Passo:          




    O Cavalo







    Cavalo

    Não avaliada: Domesticado
    Equus caballus
    O cavalo (do latim caballu) é um
    , uma das sete espécies modernas do gênero Equus.
    A denominação
     para as fêmeas é égua, para os machos não castrados,
    garanhão
    e para os filhotes, potro. Esse grande ungulado é membro
    da mesma família dos asnos e das zebras, a dos equídeos
    . Todos os sete membros da família dos equídeos
    são do mesmo gênero
    , Equus, e podem relacionar-se
     e produzir híbridos, não férteis,
     como as mulas.Pertencem a ordem dos perissodáctilos
    no qual fazem parte rinocerontes e antas (tapires).
    Os cavalos têm longas patas de um só dedo cada.
    Os cavalos (Equus caballus) são perfeitamente adaptados
    a diversos desportos e jogos, como corrida, polo, provas
     de ensino ou equitação, ao trabalho e até à equoterapia
    (recuperação da coordenação motora de certos deficientes físicos).
    Esses animais dependem da velocidade para escapar
     a predadores. São animais sociais, que vivem em grupos
     liderados por matriarcas. Os cavalos usam uma elaborada
    linguagem corporal para comunicar uns com os outros, a qual
     os humanos podem aprender a compreender para melhora
    r a comunicação com esses animais. Seu tempo de vida
    varia de 25 a 30 anos.
    O cavalo teve, durante muito tempo, um papel importante
     no transporte; fosse como montaria, ou puxando uma carruagem,
     uma carroça, uma diligência, um bonde, etc.; também
    nos trabalhos agrícolas, como animal para a arar, etc.
     assim como comida. Até meados do século XX, exércitos
     usavam cavalos de forma intensa em guerras: soldados ainda chamam
    o grupo de máquinas que agora tomou o lugar dos cavalos
     no campo de batalha de "unidades de cavalaria",
    algumas vezes mantendo nomes tradicionais (Cavalo de Lord Strathcona, etc.)
    Como curiosidade, a raça mais rápida de cavalo,
     o famoso thoroughbred (puro sangue inglês ou PSI)
    alcança em média a incrível velocidade de 17 m/s (~60 km/h).

    1.       
    TRAZ COMO TODAS AS OUTRAS
    DESTA ENCICLOP2DIA A QUE TODOS
    RECORREMOS UM PEDIDO
    DE AJUDA DE SEU DIRECTOR
    TAL APELO FOSSE ESCUTADI!)




    Cavalo Árabe

    HISTÓRIA

    Numerosas opiniões, atribuem sua origem às raças Kochlani e Koclane ou Kailhan; e isto remonta há mais de 2.200 anos. Nesta época, impérios militares, Caldeus, Persas, Hititas e Assírios; em permanente tentativa de expansão entravam em freqüentes lutas com os beduínos. Com a decadência desses impérios militares, seus cavalos eram capturados pelos beduínos que já percebiam seu potencial, procedentes dos férteis campos de alfafa da Ásia central.
    Assim, os cavalos de guerra se missigenaram com os selvagens árabes através dos séculos, formando as manadas dos beduínos, que imigravam constantemente em busca de alimento. Estes séculos de migração e muita liberdade, causaram a transformação pela necessidade de adaptação às privações e clima desértico, foi a forja das características básicas do Puro Sangue Árabe.
    O aperfeiçoamento da raça ocorreu em férteis planaltos da península arábica, quando ali se desenvolveram por bom tempo.
    A partir do século XIII sultões turcos que dominavam o Egito e grande parte de áreas cruciais de comércio entre o ocidente e oriente; e tendo contato com estas montarias formidáveis; incentivaram a sua importação para estabelecerem o sangue em seus centros de criação; e assim os cavalos árabes foram espalhando-se pelo mundo.
    Dentre as criações da raça, que se ramificaram, são significativas, a Egípcia, a Polonesa, a Inglesa, a Russa e a Americana.
    Na Polônia, a criação foi iniciada em 1.502, pelo príncipe Sangusco, que formou o Haras Slawuta, com animais trazidos diretamente das tribos beduínas. Em 1914, havia um plantel de mais de 450 animais, e por ocasião da 1ª guerra mundial, todo este patrimônio genético, foi perdido.
    No período entre-guerras, retomou-se a criação, porém com a 2ª guerra mundial, todo o plantel foi novamente dizimado, restando poucos exemplares. A partir de então, a criação foi realizada a cargo de haras estatais, como ocorre até os dias de hoje, onde apresenta-se com um plantel de matrizes de excepcionais qualidades, fazendo da criação do cavalo árabe Polonês, um orgulho nacional.
    Na Inglaterra, desde o ano de 1.200, cavalos orientais eram levados apenas para cruzamento com ;éguas britânicas e durante estes 3 séculos, formou-se e estabeleceu-se a raça Puro sangue Inglês.
    Por volta de 1610, vieram mais éguas e garanhões das regiões do deserto, e em 1700, formou-se o 1º Stud de sangue oriental. Novas incursões à Arábia, foram feitas em busca de novos produtos que aperfeiçoassem o criatório Árabe inglês; e por assimilarem os costumes dos beduínos, decidiram não mais miscigená-los, e em 1881 fundaram o primeiro Stud do Sheikh Obeyd no Cairo, que posteriormente foi removido para Sussex, onde fundou-se o tradicional Crabbet Park.
    Na Rússia, país de enormes batalhas, o conde Alexis Orloff, ganhou um plantel do sultão da Turquia e um haras de Puro Sangue Árabe em Chrenowje em 1788. Em 1889, um grande haras foi montado pelo príncipe Scherbatov e o conde Strogonoff. Em 1937 visitaram o Crabbet Park na Inglaterra e adquiriram 24 animais que se tornaram fundamentais na história da criação do cavalo Árabe na Rússia; somada também a uma importação durante a IIª guerra mundial, em 1939 da Polônia. Assim define-se que o impulso à criação moderna Russa do cavalo Árabe, ocorreu através da combinação de linhagens da Polônia e do Crabbet Park, na Inglaterra; e posteriormente, com a inclusão da linhagem Egípcia.
    No Egito, durante o reinado de 1290 a 1340 do rei El Naser Moahmedibn Kalaoun, houve o estabelecimento de grandes haras. Ao morrer, os egípcios possuíam mais de 3000 animais da mais alta qualidade. Em 1815 Ibrahim Pasha, filho do rei Mohamed Ali, é enviado á arábia e volta ao Egito com um seleto lote de animais, objetivando a melhoria do plantel de seu pai. Em 1836, Abbas Pasha, neto de Mohamed Ali, torna-se o vice-rei do Egito e passa a comprar os mais belos e extraordinários cavalos do deserto e constrói o famoso haras Dar El Bayda. Assassinado em 1854, seu plantel foi vendido por seu filho, a Ali Pasha Sherif. No começo do século XX os cavalos Egípcios estavam quase em extinção, necessitando em 1908, a formação de um grupo para reorganizar as criações e em 1920, importaram do Crabbet Park, 20 cavalos, e em 1942, surge no Egito, o grande haras , Hamdan Stables.
    O rei Farouk reergue a criação Egípcia, fundando o haras Kafr Farouk e a partir daí o cavalo Árabe egípcio passa a fazer sucesso no mundo. Nos EUA, a 1ª importação ocorreu em 1730, em 1849, o sultão da Turquia, presenteia o então presidente Grant com 2 reprodutores de alta qualidade. No final do século XIX outra importação foi apresentada na feira mundial de Chicago, e em 1903, já seduzidos pelo cavalo Puro sangue Árabe, novas importações sucederam-se constantemente. Devido ao alto poder aquisitivo, o empenho e a paixão pelo cavalo, pode-se dizer que os EUA possuem atualmente um dos melhores planteis da cavalo Árabe no mundo.
    No Brasil, de 1930 a 1950, a raça foi introduzida no país, através de importações efetuadas do Uruguai, para incrementar a sua cavalaria, concentrada no Rio Grande do Sul. Após a fundação da Associação Brasileira da Raça (ABCCA), Aloysio Faria, deu impulso a criação nacional, com as primeira importações de grande porte e qualidade, e assim, em 1979, realizava-se o 1º leilão do cavalo Árabe no Brasil. De 1982 a 1984, as importações cresceram e a procura sempre maior que a produção , elevaram sobremaneira o preço de mercado do cavalo Árabe, tal, foi o sucesso da comercialização efetuada pelo criador Nagib Audi. Com o tempo, e os tropeços na nossa economia, e o aumento da produção, as importações foram reduzidas; os compradores tornaram-se mais exigentes em busca da qualidade, e os animais brasileiros passaram a fazer sucesso no exterior, principalmente nos EUA, para onde seguidas exportações vem sendo efetuadas, respaldadas pelos significativos sucessos que animais brasileiros vem alcançando nas exposições norte americanas; o que por si só, atesta a real qualidade do plantel nacional do cavalo Árabe.
    O cavalo Árabe, por ser considerado quase uma sub-espécie de equino, e não uma raça, participou da formação de várias raças, entre elas, o Puro Sangue Inglês, Orloff, Cavalo de sela Francês, Álter, Trackener, Hanoveriano e o Quarter Horse, entre os mais conhecidos. Até hoje, é ainda utilizado, para melhorar raças, conferindo-lhes refinamento, resistência, inteligência e outras qualidades mais.
    O cavalo Árabe, é capaz de resistir a prolongados períodos de trabalho, com o mínimo de cuidado e alimentação; qualidades estas que podem ser atestadas em competições de longo percurso nos Estados Unidos e Europa.
    Cavalo Árabe
    Cavalo Árabe imagem 3
    Dentre as suas atividades, o cavalo Árabe, hoje é utilizado na Rússia, Polônia, EUA e Egito, Inglaterra e Argentina em corridas similares às realizadas para o Puro Sangue Inglês. Na Austrália, é utilizado nos trabalhos de lida com o gado, e no Brasil, participam também de provas de enduro, CCE, Hipismo Rural e clássico, torneio de rédeas e laço, vaquejadas e provas de baliza e tambor, além da sua iniciação também em corridas.
    Cavalo  Árabe imagem 4

    CARACTERÍSTICAS GERAIS

    Muitas das características do cavalo Árabe, resultam de sua adaptação ao deserto, e com certeza,de aspectos de sua conformação primitiva, que foram privilegiados , selecionados e desenvolvidos com grande sabedoria pelos beduínos. Isso foi realizado com tal maestria através dos conceitos e ensinamentos passados de geração para geração, durante milênios; que nenhum hipólogo ou compêndio sobre eqüinos, se recusa ou titubeia em afirmar de que o cavalo Puro Sangue Árabe é o mais perfeito animal e o verdadeiro protótipo do cavalo de sela.

    1- MORFOLOGIA

    OLHOS - os olhos do cavalo Árabe, são típicos de muitas espécies animais do deserto, grandes e salientes, são responsáveis por prover ao animal, uma excelente visão, a qual alertava os primitivos cavalos Árabes dos ataques de seus predadores.
    Cavalo Árabe imagem 5

    NARINAS

    Estas se dilatam quando corre, ou está excitado, proporcionando grande captação de ar. Normalmente encontram-se semi cerradas, reduzindo a entrada de poeira durante a respiração, nos climas mais secos do deserto.

    CARREGAMENTO DE CABEÇA

    Naturalmente é mais alto que o de qualquer outra raça, especialmente, especialmente ao galope. Este alto carregamento facilita a entrada de ar através da abertura das flexíveis narinas e alongamento da traquéia. É comprovado que cavalos Árabes possuem maior número de células vermelhas que outras raças, o que pode indicar que utiliza o oxigênio mais eficientemente.

    PELE

    A pele negra, por debaixo dos pelos, é visível, devido a delicadeza ou ausência de pelos em torno dos olhos e focinho. Essa pele escura em torno dos olhos, reduz o reflexo da luz do sol e também protege contra eventuais queimaduras. A fina pele do cavalo Árabe proporciona uma rápida evaporação do suor, resfriando o cavalo mais rapidamente.

    IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA

    As veias que se tornam visíveis ao saltarem à flor da pele quando o cavalo Árabe enfrenta um grande esforço físico, em contato com o ar, resfriam rapidamente a circulação sangüínea, proporcionando maior conforto em longas caminhadas.

    CRINA

    Os pelos são normalmente longos e finos protegendo a cabeça e o pescoço da ação direta do sol; o longo topete na testa protege os olhos do reflexo do sol e da poeira.

    FOCINHO

    O pequeno e cônico focinho, deve ser creditado à sua herança do deserto. A escassez de alimentos o fez com os tempos, reduzir para o tamanho e formato atual. Enquanto seguiam suas longas jornadas, pastoreavam esporadicamente, comendo poucos chumaços de grama e ervas.

    ESTRUTURA ÓSSEA

    É fato que muitos cavalos Árabes, possuem apenas 5 vértebras lombares, diferentes das 6 comuns em outras raças. Essa vértebra a menos, explica o pequeno lombo e a resultante habilidade em carregar grandes pesos proporcionalmente ao seu tamanho. No entanto, modernas autoridades do cavalo Árabe, afirmam que não são todos os exemplares que possuem 5 vértebras.

    CARREGAMENTO DE CAUDA

    O alto e natural carregamento de cauda, é resultado da sua singular estrutura óssea, a primeira vértebra que se liga á parte interna da garupa, ;e levemente inclinada para cima, ao contrário de outras raças, que se inclina para baixo.
    Cavalo Árebe imagem 6
    Bey Shaffir WN do haras Piracuama - Caçapava SP

    CABEÇA

    Sua distinta beleza é uma das principais características do tipo da raça; seu clássico perfil é definido por duas nomenclaturas, cujas características são: jibbah- é a protuberância acima dos olhos; nem todos os cavalos Árabes adultos o possuem, mas ele é óbvio nos potros.
    O Jibbah aumenta o tamanho da cavidade nasal, proporcionando maior capacidade respiratória. Afnas- é a chamada cabeça chanfrada, há uma depressão no osso frontal da cabeça, entre os olhos e focinho, ela representa uma curva côncava no perfil da cabeça.
    Os chamados " olhos humanos" ou "branco dos olhos" no qual a esclerótica branca é visível em torno da íris, é um ponto polêmico na criação na criação do cavalo Árabe. Para os beduínos, segundo pesquisadores, não significava sinal de indocilidade ou mau temperamento e era uma característica desejada por eles. Muitos juizes e criadores atuais, no entanto penalizam cavalos que apresentam esta característica; a qual a título de ilustração, comparativa de raças, é desejável no registro do cavalo appaloosa, como veremos mais adiante ao abordarmos esta raça.
    GARUPA- esta deve apresentar-se longa e relativamente horizontal.

    2 - QUALIDADES DA RAÇA

    RESISTÊNCIA

    Serviam aos beduínos os quais eram nômades, portanto percorriam grandes distâncias, e até guerreavam em terreno que exigia muito da sua condição física ( força, rapidez e resistência).
    Tarik Benziad, em 711, cruzou o mediterrâneo com sete mil cavaleiros, parte deles nas barcas de Julião, e parte nadando até Gebel Tarik(de onde origina-se Gibraltar), e ali, na batalha de "Guadalete" de 19 a 25 de Julho, derrotou trinta mil homens que Frederico lhe impôs.
    Em 713 o Islã já havia passado os Pirineus, e segundo historiadores da época, nada poderia deter os infiéis, que cavalgavam "cavalos de fogo que não cansavam nunca"(Antologia de textos medievais-Espinosa). Bucéfalo, o cavalo Árabe de Alexandre Magno(já referido no informativo anterior), levou o conquistador desde Pella na Macedonia, até Indo , nas fronteiras do Afeganistão.
    Napoleão, gostava de cavalos Árabes, e de preferência, tordilhos; seus mais célebres animais foram MARENGO e VIZIR. VIZIR era um cavalo Árabe presenteado ao imperador Napoleão, pelo Sultão do Egito em 1808; era tordilho de origem alazão, e sua crina permaneceu alazã, até a sua morte em 1826; sua altura era de apenas 1,35m, VIZIR, foi levado para o exílio na ilha de Santa Helena, pelo imperador, e após a morte deste, VIZIR retornou à França, ficando aos cuidados de um criador de Boulogne Sur Mer que já havia alojado VIZIR durante o exílio temporário de Napoleão na ilha de Elba. VIZIR, o pequeno cavalo de Napoleão, levou-o de Paris, via Varsóvia e Wilno, até Moscou em 1812, e na grande retirada, com 60 graus abaixo de zero, trouxe o imperador a salvo, sendo que no passo de Berezina, galopou durante 16 horas. Este cavalo Árabe, símbolo de resistência, ainda com 19 anos, marchava em Paris, uma média de 10 horas por dia. Ao morrer, o criador o qual o tinha a seus cuidados, mandou empalhar VIZIR que acabou sendo adquirido por um Inglês, tendo sido levado para a Inglaterra, para posteriormente ser devolvido à França, encontrando-se atualmente no museu do exército, em Paris. O esqueleto de MARENGO encontra-se no Museu Nacional do exército em Londres.
    Em 1955, o general Trevis, comandante da cavalaria norte-americana, instituiu uma prova para testar a resistência das raças eqüinas. Esta prova realizada sem interrupção, consiste em uma corrida de 160km, iniciando-se em Taboa City (1.920m de altitude) e terminando em Auburn (150m de altitude). Com exceção dos anos de 1959 e 1960, todas as provas foram vencidas por cavalos Árabes ou seus mestiços(cruza), e em 1977, a recordista, foi uma égua Árabe de nome BLAZE, que apesar dos seus 15 anos de idade, fez os 160 km em 9 horas e 29 minutos. No Brasil, em 1979, em uma prova de resistência, em Campos do Jordão, participaram cavalos de várias raças, e a referida prova foi vencida por NEDJED, garanhão Árabe que percorreu o percurso de 56km no tempo de 50 minutos na ida e 55 minutos na volta(fonte: revista Hippus-artigo de Silveira Neto).

    RUSTICIDADE

    O deserto já não oferecia alimentação e água em abundância, havia uma seguida alternância de locais devido ao caráter nômade dos beduínos, a temperatura durante o dia é elevada e a noite, vertiginosamente baixa.

    INTELIGÊNCIA

    Em face das constantes guerras, os beduínos não tinham tempo disponível para seu treinamento mais longo, adequado; mas a sua capacidade de aprendizado superava estas deficiências de seus donos. Cita-se a lenda sobre a inteligência do cavalo Árabe; em que um Sheik que possuía aproximadamente 200 reprodutoras; resolveu fazer uma experiência para uma futura seleção de seu plantel.
    Durante um certo período, condicionou todas as suas 200 reprodutoras a obedecerem o toque de trombetas como ordem de recolher diariamente como de costume. Após este perfeito condicionamento; deixou estas 200 reprodutoras presas durante 5 dias aproximadamente, sem tomar água; e no 6º dia, o Sheik ordenou que as reprodutoras fossem soltas para irem beber água no riacho existente nas proximidades do haras; quando todas as reprodutoras estavam na metade do caminho ,ordenou que tocassem as trombetas e somente 20 reprodutoras retornaram ao seu alojamento, como de costume.
    Então, o Sheik descartou todas as outras matrizes e iniciou uma nova criação com estas 20 reprodutoras que obedeceram ao toque das trombetas.
    Cavalo Árabe imagem

    DOCILIDADE

    Devido ao problema da alternância de temperatura do deserto, os beduínos protegiam suas montarias do frio e do vento; para tanto, destinavam uma parte de suas tendas, juntamente com suas esposas, filhos e ele próprio; para a proteção dos seus animais.
    E na sequência, o Puro Sangue Inglês.
    CAVALO ÁRABE
    Cavalo Árabe imagem 7
    É a raça eqüina mais antiga do mundo. Sua origem perde-se na noite dos tempos. Os mais remotos registrados de sua presença foram encontrados na câmara mortuária do Faraó Pihiri, que viveu no século XX a. C.

    Criação

    Sempre criado pelos beduínos do interior da península arábica com fervor, porque eles sabiam que os animais extremamente rústicos sobreviviam às agruras do deserto com temperamento excessivamente quente de dia e noites muito frias no regime de pouca água e quase nenhum alimento. Sua resistência às intermináveis deslocações das tribos à procura de novas pastagens é outra características universalmente reconhecidos.
    Foi usado desde tempos imemoriais pelos beduínos como meio de transporte, na caça e nas constantes guerras intertribais, sendo a mais veloz das raças eqüinas em estado natural.
    Dócil e obediente, sua beleza física inspirou poetas, pintores e escultores desde tempos antigos. Sua resistência e rusticidade tornou a montaria de generais famosos como Alexandre, o grande, Napoleão Bonaparte, Reis e Príncipes.

    Características

    É o mais harmonioso dos cavalos. Sua silhueta e inconfundível. Cabeça pequena, sempre alta, com perfil ligeiramente côncavo; olhos redondos, grandes e vivos; pescoço longo finamente arqueado; espáduas inclinadas, lombo curto, garupa quase horizontal, cauda alta com fios sedosos e longos, quando em movimento estes se elevam até a vertical. Pernas fortes, boa musculatura, andar largo e cascos duros como marfim. Sua aparência geral detona força e vitalidade.
    Ao contrario das outras raças que possuem dezoito costelas, seis vértebras lombares e dezoito vértebras na cauda, o Árabe tem, respectivamente, dezessete - cinco - dezesseis. Ele e o PSI são criados em todos os países do mundo e os stud books são aprovados e dirigidos WAHO (World Arab Horse Oraganization), ao qual Portugal também filiado.

    Altura

    Entre 1,47 e 1,57m.

    Cores

    Tordilho, castanho, alazão, preto.

    Usos

    Sela, corridas, saltos de obstáculos, lida do gado, lazer e circo.